O “BAZAR” é uma revista semanal que sai, religiosamente, aos domingos e tem como temas principais “moda, beleza, gastronomia, decoração, pets, artes não enquadradas, maluquice e fechação”, enumera Victor Villarpando, o editor. A equipe é pequena e conta com 1 fotografa, 2 editores e 3 repórteres. O produto é feito para um público mais jovem e já é possível notar a descontração no cantinho da redação onde a equipe se reúne: Só não é uma das áreas mais decoradas e coloridas da redação, porque compete diretamente com o pessoal do caderno Vida, que cobre a parte de cultura do jornal.
Com presença forte no digital a revista está quase sempre se renovando. Seja nas pautas inovadoras ou nas frequentes reformas gráficas, fruto da inquietação coletiva de quem produz o BAZAR. Victor compara o que faz na revista ao jornalismo esportivo: “é entretenimento igualzinho ao bazar”, afirma. Segundo ele a única diferença entre os dois é a forma que as pessoas encaram os temas abordados um sendo considerado algo do universo feminino enquanto o outro do masculino “Mas a lógica é muito parecida”, defende.
Quem pensa que só de degustações e looks do dia vive a revista está completamente enganado, é uma preocupação constante sempre passar informação de qualidade e servir ao leitor de forma que ele fique satisfeito ao final da leitura. “Não dá para achar que uma matéria tem menos informação porque ensina as diferenças entre sombra liquida, semi líquida e em pedra.”, revela.
É uma das maiores preocupações do caderno ter diversidade nas pautas e dar voz a todos os tipos de leitores. “Você vai encontrar resenhas de restaurantes muito caros, mas encontrará acessíveis também”, assume Victor. Outro desafio, segundo ele, é o tempo já que não dá para cobrir todos os eventos que acontecem ao mesmo tempo no tempo de expediente, não só pela equipe ser um pouco menor, mas por questões de logística mesmo. “A gente gostaria de fazer muitas coisas, mas às vezes não dá.”, lamenta.