Aquele sorriso amarelo de quem sonha em ter um apartamento como esse. Foto: Maria Isis
A caminho da pauta do dia, as discussões na van e o clima de descontração já deram o tom de quão agradável seria a visita ao empreendimento residencial D’azur, localizado em Jaguaribe. A construção, que está em processo de finalização, é uma obra da Odebrecht. E, olha… que obra!
Sabe o significado de “Quem pode, pode! Quem não pode, se sacode”? Pois! Hoje, a 12ª turma do Correio de Futuro se “sacudiu” ao entrar no edifício. O cheiro de poeira por conta da construção não se comparava à riqueza daquele lugar. Confesso, nunca me senti tão pobre, rsrs!

Aprecie com moderação. Foto: Divulgação
Duas torres (uma com treze e outra com 14 andares), 54 apartamentos (são dois por andar) com quatro suítes cada, vista para o mar, bicicletário, piscina, fechadura com senha eletrônica e uma série de outras coisas… se juntássemos todos os bens dos Futuros não daria para comprar nem um metro quadrado do apartamento.
Brincadeiras à parte… A visita rendeu não somente momentos de descontração, mas também de reflexão. Hoje, eu descobri o significado de planejamento. Sabe o que é pensar em cada milímetro, centímetro, metro? Tudo lá é planejado. Do início ao fim é uma organização enorme. Se eu tivesse um terço dela, meu guarda-roupa seria outra coisa.
Tirando isso, três coisas me chamaram atenção. Primeiro, a recepção do engenheiro civil Hassan Luedy e do técnico em segurança do trabalho Aldo de Souza. Com todo cuidado, nos apresentaram desde a poeira e o barulho das furadeiras, até o apartamento de luxo, que tem preço de R$ 2,6 milhões.
Cada passo no edifício era uma surpresa. O cuidado em todo o processo de construção foi destacado por Luedy. “A execução das obras duraram 24 meses, com 380 profissionais envolvidos direta e indiretamente. Além disso, todos passaram por um treinamento integrado com estudos teóricos e práticos para a construção do edifício”, explica. Ah! Ele ainda falou dos cuidados com os efeitos do salitre, já que é um edifício de frente pra o mar. Tá pensando que é pouca coisa?
Com vocês, a imagem que marcou o nosso dia!

Foto: Divulgação
Em segundo, destaco a preocupação com a segurança, causas sociais e ambientais envolvidas no processo.
A água usada na construção era de poço. A fachada residencial é feita de um alumínio resistente ao salitre. Os apartamentos possuem alarmes internos para casos de incêndio. Os mármores são feitos sob medida para evitar descartes. Nada de papéis rodando as obras… era tudo feito no tablet. Toda equipe tem copo de acrílico para evitar os descartáveis. Isso tudo gerou, em média, uma economia de R$ 80 mil com consumo da água e R$ 400 mil com o descarte consciente de resíduos.
Por último e não menos importante, Janice do Rosário. Responsável pela equipe feminina na obra, a profissional de 44 anos comanda 14 mulheres nos processos de finalização da obra. Apesar de trabalhar com os retoques finais e detalhes, Janice garante que o trabalho é duro, mas as mulheres pegam no pesado. “Aqui, a gente tem mulheres na elétrica, pedreiras e até ajudantes. Acima de qualquer coisa, temos que manter nossa qualidade e perfeição”, diz.
Uma pena a gente não ter sido os primeiros a fazer a visita, porque cerca de 320 alunos e professores já passaram por lá, durante esses 24 meses. Ao menos, tirei uma lição para a vida. Quer ter algo? Trabalhe, corra atrás e não desista. De vez em quando, conte com a sorte ou até mesmo se iluda. Como disse ao pessoal: “Na próxima, eu volto como dono de algum apartamento”. Amém? Amém!