Conhecido também como fim de linha ou prazo terminado, o famoso ‘Dead Line’ chega a ser o monstro diário das redações, mas não é só por causa do tempo esgotado. O jornalista,muitas vezes, pensa que seu trabalho pode ser realizado em menos tempo do que o previsto, mas nem sempre as fontes colaboram, principalmente quando o repórter é um foca sem muita habilidade para arrancar respostas.
O jornalista precisa a cada pauta contar com a sorte e boa vontade de outros profissionais, pois deles, muitas vezes dependerá o tempo de execução do seu trabalho. Criar um certo vínculo e ganhar a confiança dessas pessoas é fundamental, mas claro, sem perder a ética.
Ligar para o lugar certo e encontrar alguém que possa dar as informações desejadas, juntar respostas como pequenas peças de um grande quebra cabeça, pesquisar, APURAR, tudo isso pode levar uma infinidade de tempo e acredite, o relógio é um grande inimigo.
“Não estou sabendo desse acontecimento”, diz o atendente do outro lado da linha. Então a busca por um outro número de telefone recomeça e… bom mesmo é não olhar o tic tac do relógio!
E quando a fonte é uma dessas pessoas “importantes” que só vive em reuniões? Aí, é usar elegantemente a paciência e ligar a cada 15 minutos para o assessor ou secretária até que surja um espaço de tempo para a entrevista.
A Escrita: Após tantos malabarismos, resta ao repórter parar e organizar as ideias, começando finalmente a escrever sua matéria. Algumas dezenas de caracteres digitados e surgem dúvidas.
Precisa novamente falar com a fonte, lá se vão mais algumas ligações, muita pa-ci-ên-cia acompanhada de horas de espera e ao conseguir todas as informações, ele retorna para a tela do computador. É, os jornalistas são mesmos profissionias interessantes!
Simultâneamente ao repórter, trabalha o relógio. E esse último tem mais pressa em cumprir com a carga horária do dia do que qualquer outro profissional. Quando ele marca 22:59 acabou o tempo, fim de linha ou Dead Line e a matéria é enviada para ser impressa (algumas vezes com erro de digitação).