O tempo está passando muito rápido. Ainda ontem a quarta turma do Jornalismo de Futuro era chamada para começar os trabalhos que durariam três meses. E agora já estamos no final do percurso que passou rapidinho.
Sabe aquela história inicial de sair por aí com os repórteres do impresso, acompanhar matérias, perguntar, ajudar o online na apuração, bater o texto? Pois é, ela já tinha passado desde o #FocaNaCopa. Mas agora é pra valer, né isso?
O #Foca foi uma experimentação para o que estamos produzindo agora, que logo mais será apresentado a todo mundo. Eu mesmo não aguento a ansiedade em querer ver o nosso produto final pronto.
De antemão posso garantir que se o resultado final for proporcional ao trabalho que temos em fazer as matérias, com certeza vaio ficar um primor. Além das duas lições citadas pelo colega Eduardo em sua postagem A hora da apuração, poderíamos acrescentar mais algumas:
1. Fontes são difíceis de se encontrar: é muito difícil achar o personagem certo para a matéria certa, quando achamos, começa outra caminhada, a de tentar achar um tempo na agenda dela para uma entrevista;
2. Telefones somem em meio aos papeis: a dica para resolver essa é escrever e salvar em um arquivo de doc, mas na correria de ligações desenfreadas no meio da tarde, inesperadamente, um ou mais telefones se perderão, talvez uma página inteira de um bloco de anotações;
3. Horário comercial existe: quanto mais perto do fim dele, mais difícil de achar uma fonte, que talvez esteja disponível depois das seis, mas é melhor se garantir antes;
4. Sorrir enquanto fala ao telefone é uma boa dica para começar um papo com as fontes: não que a pessoa vá te ver sorrindo, mas ela vai sentir a gentileza de longe e, se não der certo, pelo menos você vai estar sorrindo, o que nunca é demais.
Uma coisa é certa, quanto mais se fala com fontes, mais se aprende a falar com elas e mais fácil de identificar quando elas estão realmente sem poder falar ou quando querem apenas dizer não com jeitinho. E assim, o repórter vai levando a vida, salvando contatos, sorrindo ao telefone, marcando entrevistas, pedindo contatos, sorrindo ao telefone. E continua.