Ufa! Hoje(03), o dia foi bastante cansativo, porém produtivo. Meus pés estão que nem a música da Sandy “cansados”(risos), mas valeu a pena por tudo que presenciei e passei nessa que foi a minha primeira vez acompanhando a pauta de política.
Logo quando cheguei à redação, Linda já delegou a minha tarefa do dia: Acompanhar o repórter Rafael Rodriguez, na votação da Reforma Tributária, marcada para hoje, na Câmara Municipal. A retranca da matéria seria os projetos polêmicos, que a oposição estaria contra, por alegarem serem inconstitucionais.
Os ânimos estavam aflorados por causa desta reforma,muito para resolver, pouco tempo – nada que seja incomum para os jornalista. Mal nos cumprimentamos e Rafael já foi me avisando, que não poderia dar total atenção a mim, por estar super atarefado. Também pudera, teria que sair correndo para a câmara, só daria uma última estudada na pauta, antes de pegar o carro. Mas ledo engano, talvez sem saber, Rafael me passaria bastante conhecimento, sobre a rotina de um repórter de política e do próprio universo político.
Chegamos à câmara e fomos direto a Ascom, pegar as credenciais, que daria acesso livre a sessão onde aconteceria a votação. O acesso lá é restrito. Todos os jornalistas presentes teriam que mostrar vínculo com algum veículo. Havia até uma fotografa que pedia insistentemente, sem sucesso, a sua liberação já que não representava nenhuma empresa de comunicação.
Ao chegar à sala onde a reforma seria votada, o caos estava instaurado. Sim, aquilo estava uma loucura! De um lado, na bancada, os parlamentares falavam algo que não consegui identificar, do outro protestos de servidores municipais por melhores salários. Entre parlamentares berrando aos microfones, e servidores empunhando gritos de guerra como “eiro, eiro, eiro eu quero é meu dinheiro”, seguia Rafael que entre outros profissionais de imprensa, entrevistara políticos sobre as questões que a reforma trazia. Logo descobrimos que a votação tinha sido adiada. Havia apenas 15 emendas, de 44, apreciadas.
Com a negativa da sessão, a pauta, obviamente, muda. Agora é saber por que não houve a reforma marcada, que mobilizou toda a imprensa. Hora de percorrer a câmara atrás destas respostas. E Rafael parece que conhece como a palma da mão, cada pedaço daquele lugar. Entra, sai, conversa, cumprimenta, cobra, sabe lidar bem com o mundo da política e não se deixa intimidar. Algumas situações que presenciei, pensava: ‘Nossa! Se fosse comigo, esse político me colocaria no bolso’. Há também uma certa intimidade entre os parlamentares, o que acaba por render assunto nas entrevistas realizadas.
Depois desse dia cheio de adrenalina, hora de voltar à redação. Encontrei, na porta do Correio* com Linda, que me pediu um feedback do dia. Como um ato, quase impensado soltei um ‘cansativo’. E ela prontamente estendeu a mão e me respondeu : ‘bem vindo ao clube!’ Pois é, exatamente como me sinto.