Fui convocada para ajudar um jornalista na reportagem especial sobre tabagismo. Missão do dia, sair em busca de histórias interessantes sobre fumantes que tenham iniciado essa prática antes dos 15 anos de idade.
Minha primeira saída da redação sozinha, olhos atentos, pauta, caneta e bloquinho de notas em mãos. Primeira personagem a história não atendia a pauta, segunda abordagem e a história começava a se adequar ao que procurava , terceira e…
Quando já estava indo embora achando que tinha alcançado meu objetivo, de longe vi um grupo de idosos jogando dominó na praça do Campo Grande e porque não chegar perto e ver se rendia mais alguma história legal?
Aí como quem procura acha, perguntei a um senhor de 62 anos se ele fumava, há quanto tempo, de que forma o cigarro já prejudicou a saúde dele… Ele muito rápido respondia as perguntas ao mesmo tempo em que estava atento ao que eu fazia e não demorou muito para o ‘vovô’ olhar para mim e retrucar: minha filha porque você não usa um daqueles ‘negócios’, aquelas pranchetas que escreve e já imprime?
Imagine minha expressão?! Tentando me esquivar disse: senhor a violência é tanta que não dá para sair com um ‘iPad’ pelas ruas, mas ele insistentemente falou: escrever em bloquinho de papel é coisa do passado! Eu bem que poderia dormir sem essa, apanhei do vovô!