Mais uma semana acabou. Essa foi a minha primeira, na redação online do Correio*. O ritmo, como o nosso colega Daniel já relatou em um dos textos aí embaixo, é frenético. Se achava que o cotidiano da redação era puxado, não sabia mesmo o que estava por vir.
No aquário, o clima é de correria, agito! Não há muito tempo para pensar naquela reportagem cheia de detalhes, tem que procurar as notícias, apurar e bater a nota, tudo rapidinho, antes que o concorrente passe a frente e perdemos a linda oportunidade de dar o tão cobiçado furo.
O furo! Não sabia da importância de um furo para um site de notícias. Lembro uma vez na faculdade, um professor falava que hoje em dia, é muito difícil dar um furo. Com a internet tudo sai tão rapidamente, que muitas vezes não se sabe de onde as informações brotaram. Então, o furo tornou-se como uma preciosidade, algo como descobrir Atlântida para os jornalistas.
A corrida por um furo é frenética. Wladi logo avisou para ficar ligado nas informações que são passadas antes que algum concorrente seja mais rápido e tome o tesouro de nossa mão. Para colher as informações, além de fuçar a internet, uma grande aliada é a ronda. Trata-se de uma lista de telefones mais importantes de órgãos oficiais, que tem o controle de ocorrências como acidentes, crimes e outros problemas enfrentados na cidade.
Para mim esse nome é bastante familiar – era responsável por fazer uma busca por eventos em todos os setores do antigo estágio. Agora a situação é diferente. Primeiro, que a ronda lá era apenas semanal, muito pelo contrário, no aquário, as ligações para os órgãos que possam entregar uma pauta, têm que ser feitas várias vezes por dia. Mas um problema é igual: lidar com as pessoas. É preciso ter calma, paciência no momento de lidar falar com as pessoas que trabalham nestes lugares, muitas mal educadas e/ou mal humoradas.
Enfim, no começo da semana, achei que não iria conseguir me habituar à esse clima, que cerca o online. Mas ao escrever esse texto, parei para refletir, e cheguei à conclusão, que já me acostumei com essa rotina “alucicrazy” da versão cyber do Correio*.