Hoje a 4º turma dos jornalistas de futuro e também editores e repórteres da redação do Correio* participaram da oficina com o tema “Grandes Eventos Esportivos e o Legado Social” ministrada por Sandra Damiani da ANDI (Comunicação e Direitos) e pelo professor Giovani De Lorenzi Pires da UFSC e integrante do grupo Labomidia da universidade. A oficina visou dar suportes aos jornalistas sobre a cobertura determinados temas na área esportiva, trazendo questões para a reflexão dos presentes a partir de dados de pesquisas. Por exemplo, segundo a pesquisa, apenas 5,70% das pautas jornalísticas abordaram políticas públicas na área de esporte; casos de violência envolvendo esportistas não tiveram cobertura, assim como pautas que falassem de ciência, tecnologia e informação relacionadas ao esporte.
Da oficina algumas reflexões permanecem: O que teremos como legado depois da Copa das Confederações, Copa do Mundo, e com mais dois anos, as Olimpíadas? O que mudará de efetivo para as comunidades e escolas no segmento da prática de esportes? Praticaremos mais esportes em geral? Quais serão os bens tangíveis e intangíveis que ficarão para os brasileiros após esses grandes eventos?
O segundo tempo, as entrevistas e as redes de relações
Após a oficina retornamos para a redação e então perguntei a Linda Bezerra o que iria fazer e ela me disse para acompanhar a repórter Thais Borges na matéria que esta estava fazendo. Já chegando, no meio da conversa que a mesma estava tendo com Joana sobre a pauta, passei a me inteirar do assunto também. Minutos depois, após recomendação de Linda, a repórter eu e Joana fomos para uma sala entrevistar o professor Giovani De Lorenzi Pires. Se em trabalhos da faculdade gravamos as entrevistas para depois produzirmos as matérias, nos jornais a dinâmica é outra, então é prestar bastante atenção e copiar!
Após a entrevista referida, a repórter informou que precisava entrevistar para a mesma matéria a um professor de educação física da cidade que pudesse falar do uso de quadras publicas para projetos esportivos entre outros assuntos. Quando ela me disse quem era a fonte eu lembrei que já tinha conversado com esta antes e de imediato eu fiz a ponte por esse gancho: “Oi, tudo bem? É Miriane! Eu já fiz uma entrevista com a senhora antes…”. A professora foi muito paciente e a entrevista foi feita.
Agora digo a vocês o porquê das redes de relações. Em conversa com o repórter Renato Alban soube que ele estava procurando uma personagem para a matéria que abordava a PEC das domésticas porque a fonte que já tinha entrevistado colocou dificuldades para tirar a fotografia (ela cobrou para fazer a foto!). Após ter falado com duas pessoas próximas a mim, liguei para uma prima que tem amigas trabalhadoras domésticas e logo escuto uma resposta ótima. No retorno da chamada, (pois ela foi procurar o número na agenda) eis que recebo dois contatos e não um! Liguei para as duas pessoas (as duas estavam na rua, a primeira disse para ligar depois, mas a segunda pediu meu número (falei o da redação). Após alguns minutos, Renato ligou novamente e conseguiu entrevista-la para a matéria e ela também vai fazer foto! Na redação um sempre está ajudando o outro no contato com as fontes. Se a fonte procurada é um personagem vale de tudo: pais, amigos, Facebook, ir para as ruas e etc.. O repórter pode até não ter o contato, mas sempre tem um conhecido que conhece outro e outro e assim se encontra a fonte.