O cemitério Quinta dos Lázaros suspende os enterros de adultos, delegacia apura morte de jornalista em supermercado, a Rua da Tranquilidade tem uma suposta guerra de fogos de artifício, uma joalheira é roubada, hotel tem quadras poliesportivas demolidas pela Sucom e o novo presidente da Companhia de Transportes de Salvador (CTS) é empossado.
Certamente você deve estar se perguntando o que esse amontoado de noticias tem em comum. É que elas foram ‘missões’ para repórter Luana Ribeiro, que participou da primeira edição do Programa Jornalismo de Futuro, em 2011. Nesta segunda, dentre às 13h e 20h, ela apurou esses fatos e seguiu com três deles até 19h57, quando concluiu suas matérias para edição de hoje.
Todavia, antes mesmo da apuração, ao tomar conhecimento do que ficou sob sua responsabilidade, Luana vai à pesquisa. Para a coletiva que viria naquela mesma tarde, na posse do novo presidente da CTS, era fundamental ela ir sabendo, por exemplo, no que ele atuou antes desse cargo. E a obra do metrô que ele vai coordenar a partir de agora, como anda? Quais problemas mais recentes que podem render perguntas? E a greve dos ferroviários, na gestão dele terminará logo?
Durante essa e outras pesquisas, pausa para o telefone. Naquela tarde, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) começava a ouvir testemunhas da morte do jornalista Sandro Ferreira, e Luana precisava manter-se informada do que acontecia por lá.
Pesquisas e primeiras ligações feitas, partimos para Rótula do Abacaxi, onde aconteceu a coletiva em que Carlos Martins falava pela primeira vez como presidente da CTS. Como Luana já esperava, a coletiva não rendeu nenhuma novidade, uma vez que ele ainda não tinha tido tempo de se inteirar dos assuntos relacionados a seu novo cargo. Uma notícia que poderia sair dali era um possível fim da greve dos ferroviários, já que ele disse que até semana que vem tudo estará pago. Todavia, ao chegar na redação, enquanto Luana escrevia, liguei para o Sindicato dos Ferroviários e ouvi do assessor que “a greve só termina com dinheiro na conta”. A posse de Carlos Martins terminou não rendendo algo que viesse a ser uma notícia publicada no jornal.

Em meio a vários jornalistas, lá está Luana Ribeiro, anotando o que é dito pelo novo presidente da CTS.
Luana segue na correria da redação, atualizando seu editor sobre como andam suas pautas, apurando, escrevendo, vez ou outra passando números de sua enorme agenda para os colegas e, quando possível, tomando um gole de café. Após inúmeras tentativas, ela consegue falar com o delegado responsável sobre o caso do jornalista morto no supermercado. Com todas as informações apuradas, ela escreve no espaço reservado na página oito.
Quando ela terminou de escrever sobre esse lamentável fato, por um instante eu achei que tudo havia sido concluído, mas ainda restava a ela ocupar um espaço no meio da página quatro. Com tudo apurado sobre o que foi dito pelo Hotel DeVille diante da demolição de suas quadras e os argumentos da Sucom justificando a pôr o local abaixo, Luana rapidamente ocupa o último espaço reservado para ela na edição de hoje.
Tudo fica pronto cerca de três minutos antes do fechamento, e assim conclui-se a edição 11.178 do jornal para Luana Ribeiro, que está terminando o curso de jornalismo na UFBA, onde conclui o TCC e se forma “em Setembro com fé em Deus”.
Hoje, poucas horas depois o que relatei acima, estive com Luana Ribeiro novamente, e junto conosco a ‘colega do futuro’ Joana Rizério. As ‘missões’ de hoje foram na rua, onde apuramos a morte de um homem que se afogou no Dique do Tororó, ao buscar uma bola de isopor que caiu na água, conseguimos imagens do momento em que o jornalista Sandro Ferreira foi assassinado no Hiper Bompreço do Iguatemi e ainda cobrimos o primeiro dia da Vila Junina do Shopping Bela Vista, que foi criada em parceira com o Correio*. O resultado você confere amanhã nas bancas!