O ritmo lá dentro é frenético. Né todo mundo que aguenta não, meu irmão! Quando o rapaz do futuro pensou que a correria da redação do impresso era grande, entrou no aquário. Um retângulo de 20 metros quadrados, com quase 20 computadores, 15 telefones e cerca de quarenta pessoas se revezando durante o dia. Entre os trinta, os cinco jornalistas de futuro, inclusive este moço, jovem moço que colocou muitas expectativas no futuro.
Pronto, está aí, em números, a redação do Correio 24 Horas. Como já dito na frase que abre esse texto: o ritmo lá dentro é frenético. Raros são os momentos de silêncio, muito raros, mesmo. Quando não tem telefone tocando, tem alguém discando os facilmente esquecíveis números de delegacias e assessorias. Também é normal escutar a frase: “alô, aqui é do Correio, gostaria de algumas informações”. Outro barulho que não para nunca é o tec-tec dos teclados dos computadores.
Também não é difícil ser surpreendido com alguém ligando da redação, ou mesmo da rua, informando sobre algum fato noticiável. O povo do aquário apura. É só pegar a agenda, os números já discados tantas vezes, mas impossível de entrar na memória diante da infindável quantidade deles. E de repente tem-se uma nota prontinha, saída do forno.
Opa, espera, faltou um detalhe importantíssimo. Quantos anos tem a moça da notícia? Lá se vai o menino do futuro, liga para a fonte mais uma vez, esquece outro detalhe, liga de novo. Falta mais uma coisinha que nem a própria fonte sabe ainda. E aí são mais cinco, seis ligações e D. Maria já deu até o número do celular dela, já te chama pelo nome, só falta oferecer café. E aí sim, temos uma nota prontinha, saída do forno e no ar.
O telefone toca de novo, é mais um fato vindo da redação. E o aquário não para. E o povo do aquário apura.