Os desafios que o jornalista precisa enfrentar para se adequar as novas ferramentas de comunicação provindas com o advento da internet. Foi o tema da palestra de Jornalismo Digital, ministrada pelo jornalista, e como Maria Isis fez questão de frisar: mente brilhante, Yuri Almeida.

De forma descontraída, Yuri propôs uma discussão do quadro que o jornalismo encontra-se nos dias atuais, levantando diversas questões, agregado a sua experiência com o jornalismo online e a carência de profissionais neste meio, que apesar de promissor, ainda é muito novo. Yuri comentou também como popularização dos dispositivos móveis podem ser grandes aliados na hora de desenvolver as pautas, com o chamado Jornalismo Colaborativo, onde cidadãos comuns podem enviar informações para compor uma notícia. A ideia está virando tendência, adotada por várias empresas, mas que sofre por não haver certa credibilidade por parte destas fontes.
Atualmente existe a necessidade de ser vários para suprir nas mídias de comunicação, estudantes de jornalismo já devem estar carecas de saber, que hoje em dia não existe jornalista de um veículo apenas. Com a era da convergência midiática, temos que nos desdobrar e produzir não só para o Jornal Impresso, mas também para o site, se for o caso, para TV, Rádio…ou seja, se antes eramos apenas um, agora somos dois, três, quatro, multimídia, mas no contra-cheque continuamos sendo um.
Talvez haja uma certa resistência dos mais conservadores, mas jornalistas do futuro não terão problemas para se adequar quanto a isso. Aliás, há grande preocupação da academia de moldar esse tipo multifacetário para adequar-se as novas ferramentas, é uma tendência e não há como fugir.
Mercado capenga
O encontro com Yuri foi marcado também, por levantar uma questão, que é o maior fantasma do jornalista contemporâneo: A saturação de mercado. Confesso que isso me assusta, ainda mais agora que estou chegandoao fim da universidade e sinto o
cerco se fechando cada vez mais. O que me anestesia, é que esta preocupação não é só minha. Já presenciei muitos colegas desesperados com a situação. Alguns com medo de acabar exercendo uma função que nada tem a ver com a profissão, mesmo tendo um diploma.
Diploma esse, que hoje já não vale muita coisa, desde que se tornou não-obrigatório. Essa questão para mim, foi só uma oficialização do que já vinha acontecendo há muitos anos. Pois há uma fila de profissionais renomados, que sequer pisaram uma escola de comunicação, mas como o colega Eduardo Francisco, pontuou:a a função da academia vai além de ensinar as técnicas do bom e velho jornalismo dos manuais, e sim agregar conhecimento que também é importante um bom jornalista ter como teorias da comunicação, história do jornalismo e semiótica. Fica a reflexão.