Admirável mundo novo

Admirável mundo novo

 

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Que o uso das tecnologias é cada vez mais presente nas redações jornalísticas, ninguém pode negar. Mas, quando o assunto é aquela teoria da conspiração de que os robôs vão tomar o lugar dos seres humanos, a visita que a quarta turma do Jornalismo de Futuro fez as instalações da Rede Bahia, pode desmentir facilmente. Computadores, ilhas de edição, câmeras, microfones, tudo parece ser de última geração (não posso afirmar, porque meu conhecimento tecnológico não vai muito longe), no entanto, sempre existe uma pessoa por trás daquilo tudo: monitorando, editando, gravando (ai, se meu ex-chefe visse esse tanto de gerúndio junto).

Seja com a simpaticíssima Angelina Yoshie, locutora da Globo FM, ou com o mais introvertido Roberto Appel, diretor de jornalismo do “maior grupo de comunicação do Norte e Nordeste”, como nossa querida guia, Carmen Resende, se orgulha em falar, a presença dos equipamentos é sempre ressaltada como potencializadora do ser humano. A convergência midiática, que inclui a internet em todos os segmentos também é uma constante na rede.

Uma coisa não exclui a outra, e nem deve, o desafio é realmente aprender a administrar as técnicas. Para isso, um bom exemplo pode ser encontrado no centro de todo o maquinário, onde a programação é, de fato, colocada no ar. A responsabilidade é tanta, que além da constante busca pelas novidades do mercado, os estagiários das engenharias e afins se encarregam de observar, e apenas, o trabalho dos operadores. Botar a mãe na massa mesmo é com os profissionais, mas o investimento na base, que existe em todos os setores, é o que produz a chamada “prata da casa” e garante o necessário “padrão globo de jornalismo”.