Desde que começou o Programa Jornalismo de Futuro estou cada vez mais entusiasmada com o admirável e dinâmico mundo da redação jornalística do Correio*. Há praticamente uma semana, eu e mais nove estudantes de cinco faculdades de Salvador estamos com nossas atenções voltadas para os diversos editores do jornal. Ainda estamos no período das palestras, mas minha paixão vai aumentando a cada tarde que ouço diferentes editores falarem sobre suas experiências.
São cinco cadernos totalmente diferentes que compõe um único jornal, líder no mercado e que tem como público alvo todas as classes da sociedade soteropolitana e região metropolitana de Salvador (RMS). As editorias contam com profissionais diversos que se empenham em fazer seu trabalho com máximo de excelência possível.
Minha alma tem sido saciada e minha mente alimentada de novos conhecimentos. Até as editorias que pensava nunca ter interesse como política e esporte tem despertado em mim grande curiosidade. Hoje por exemplo, tivemos um bate papo com a colunista do VIP*, Telma Alvarenga, com 30 anos de profissão e uma vasta experiência, ela nos orientou sobre o cuidado que devemos ter com as fontes, tanto sendo fiéis a elas quanto com os presentes recebidos.
A editora demostra sempre grande preocupação na citação de exemplos para não revelar nenhuma fonte, ela considera isso sagrado e brinca que suas fontes ela não revela nem sob tortura. Telma, assim como outros editores, nos alerta de que o trabalho do jornalista não é preguiçoso, tem que gastar a sola do sapato.
Logo após, Juan Torres, editor do caderno cidade proferiu sua palestra, ele iniciou com um bate papo,mas quis conhecer o perfil da turma antes de dar inicio.Formado em administração, Juan foca um olhar matemático, busca analisar dados e descobrir neles lead que rendam boas reportagens. É o que chamamos de ‘jornalismo de dados’, uma área ainda nova no mercado, mas que tende a crescer cada vez mais. Afirma.
O editor trouxe dados polêmicos para o grupo discutir. Com dados de pesquisa, ele nos informou que Salvador não é a capital mais negra do Brasil, como mitologicamente imaginávamos. Isso causou grande inquietação na turma.
Assistimos ainda a uma apresentação de slide que mostrou em detalhes a fantástica reportagem 1000 vidas de Juan Torres e Victor Uchôa e a reportagem cidade mais negra.
Saí da palestra com gostinho de quero mais. Em breve conto mais de como tem sido essa entusiasmante aventura pelo modo de fazer jornalismo na redação do Correio*.