Sobre o Futuro, caramelo e diagramação

Sobre o Futuro, caramelo e diagramação

Abram alas que o futuro quer passar; e tudo é tão novo e excitante. Ser um Jornalista do Futuro é uma grande novidade e uma jornada que, de início, já parece grandiosa. Para mim, aspirante a jornalista, que entrou na faculdade tardiamente (depois de desistir de outras duas faculdades), ainda aluno do 5º semestre, tudo é novidade e experimentação.

Essa primeira semana tem me mostrado o tanto de coisas que eu nem imaginava sobre o trabalho em uma redação. E estamos apenas na primeira etapa, ainda nem presenciamos o dia-a-dia corrido de um repórter. No entanto, tudo que já foi mostrado até agora, tem me feito perceber o quão importante é o trabalho de um jornalista que trabalha em um jornal diário.

Aliás, não é só de jornalista que vive uma redação, como é o caso da designer Morgana Miranda, diagramadora do Correio*. Sabe aquela capa do centenário de Irmã Dulce? E aquela outra sobre os  mil mortos na Bahia? Tem também aquela capa do jornal sobre a morte de Oscar Niemeyer. Todas essas e a maior parte das capas do jornal são feitas por ela. As exceções acontecem nos fins de semana, quando ela não está trabalhando.

Morgana pode ser considerada um prodígio na redação, que é repleta de jovens, assim como ela. Com 25 anos já foi indicada a alguns prêmios por suas capas, além de ganhar outros, nacionais e internacionais. Morgana e outros oito diagramadores são responsáveis por tornar o jornal visualmente agradável e convidativo à leitura. A diagramação é a parte do jornal que “arruma” os textos, fotografias, infográficos e ilustrações nas páginas, a partir de um modelo pré-estabelecido que é a identidade do jornal. A quantidade de colunas, os blocos de cores (que ela chamou de caramelo), todos fazem parte do projeto gráfico do Correio*, o que dá as diretrizes para a diagramação.

Deixar o jornal de todo dia bonito e apreciável ao leitor não é tarefa fácil. Depois de passar o dia inteiro vendo pautas rederem ou caírem, os caras tem que pegar as fotos que a editoria de fotografia selecionou, pensar a necessidade de infográfico ou ilustração e fazer página por página, lembrando de não deixar nada desarrumado, que dê aparência ruim ou que fuja ao projeto gráfico, a fim de não fazer o leitor desistir da matéria no primeiro olhar. No fim da noite envia-se tudo para a gráfica e, no dia seguinte, a rotina recomeça!

Então, da próxima vez que você olhar um Correio* na banca ou pegar o jornal nas mãos, lembre que é graças a Morgana e ao povo da diagramação que não temos a impressão de estar lendo uma bula de remédio. Afinal de contas, um texto bom em uma página bonita e bem diagramada dá muito mais vontade de ler.