A chatice está nos olhos de quem vê

A chatice está nos olhos de quem vê

Quando o assunto é jornalismo político mais da metade dos estudantes de comunicação fazem cara feia. Não é o meu caso, talvez pela utopia que me fez escolher o curso, mas considero a editoria uma oportunidade direta de interferir na sociedade, e, foi exatamente a afirmação que o Jairo Costa, editor de política do Correio*, confirmou em sua apresentação para os integrantes da quarta turma do Jornalismo de Futuro. Começar e manter uma agenda de contatos atualizada, entender o funcionamento das estruturas de poder e manter as leituras em dia foram algumas das práticas indicadas pelo jornalista, não apenas para os interessados na editoria, mas para a prática em geral.

Jairo Costa, editor de política co Correio*

Jairo Costa, editor de política co Correio*

As técnicas do jornalismo político, ensinadas na teoria da faculdade, foram exemplificadas quando a discussão girou em torno da relação com as fontes, que, como o próprio comunicador ressaltou, vão de porteiros a governantes do alto escalão. O off, claro, é sagrado, mas comprovar informações e gravar entrevistas é divino. Para isso, as ferramentas devem incluir o clássico bloquinho de notas, o gravador, e, por último, mas mais importante, a curiosidade. Não se contentar com uma informação, pesquisar os sites oficiais e manter um banco de dados ajudam, e muito. Mas, nem de técnicas profissionais vive a apuração, a brincadeira de “estátua” é a inspiração para o “se fingir de planta”, crucial, segundo Costa, para conseguir as tão desejadas aspas de fontes escorregadias.

Para Jairo, se inteirar de um tema antes de questionar é tão fundamental quanto reconhecer a ignorância em alguns aspectos e perguntar de novo, de novo, e de novo. “O jornalista não é obrigado a saber de tudo, mas é obrigado a perguntar sobre tudo que não sabe”, sentenciou.