Quero café!

Quero café!

Foto: reprodução

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Olá, seguimores. O textículo do blog de hoje será sobre café. Isso significa duas coisas:

1 – Sim, eu estou sem muita criatividade para pensar em temas para o blog. Não me julguem, ok?

2 – E sim, me rendi aos encantos deste grão maravilhoso que NUNCA critiquei.

Caso você não saiba deste detalhe, o que é extremamente provável, eu sempre detestei café. Achava horrível aquela bebida amarga, que as vezes até queimava a minha boca de tão quente que estava. Eu tacava dois quilos de açúcar e mil litros de leite, mas aquilo não tinha salvação. O café já tinha lugar cativo no top 5 coisas que todo mundo gosta e eu odeio. Na lista também estão sushi, azeitona, Wesley Safadão e Ney Latorraca.

Mas o grande dia do meu rendimento a esta bebida chegou logo no início do Correio de Futuro. Numa não tão bela e extremamente sonolenta tarde, eu estava implorando por dois travesseiros, um colchão e o meu ursinho Ted para dormir bem lindo e confortável, o que não é algo raro de ocorrer comigo, pois estou sempre com sono. Mas não. Eu tinha que permanecer acordado para ver alguma palestra sobre algum tema que não me lembro. Como não havia nenhum Red Bull, tive que beber alguns cafés para permanecer acordado.

Essa cena de eu morrendo de sono e precisando ficar acordado para as palestras foi se repetindo dia após dia. Até que chegou um belo dia que eu enquanto estava degustando a bebida e pensei “ei, it’s not that bad. Até que dá para tomar”. Pronto, fui arrebatado para o lado negro da força.

Quando começou a imersão, continuei com meu hábito adquirido de beber café. Sempre arrumava uma desculpa para me entregar aos prazeres do grão. “Ah, é de manhã, estou com sono. Quero café”. “Ah, é de tarde, acabei de almoçar, bateu a sonolência da tarde. Quero café”. “Ah, acabei de dormir. Ainda tô com sono. Quero café”. A parte legal dessas desculpas é que elas eram verdadeiras, pois, como já disse, sempre estou com sono.

Mas o porquê das desculpas? É porque talvez eu tenha uma certa dificuldade de aceitar a derrota e de admitir que estou errado. Então, como sempre gritei aos quatro cantos do mundo que odiava café, admitir que mudei de opinião feriria meus princípios e quebraria uma cláusula pétrea da Constituição Pessoal de Gabriel Moura.

Mas estou aqui para admitir a derrota e propor uma Assembleia Constituinte e mudar esse meu conceito. As cláusulas 3,5,7 e 273 que falam sobre o não gostar de café serão excluídas. Mas, felizmente para meu ego, a parte da Constituição que trata de derivados do produto continuarão inalteradas e para essas, com certeza, não irei me render pois é impossível gostar de bombom e bala de café.

Então é isso, seguimores. Quando alguém me perguntarem o que eu aprendi no Correio de Futuro, a primeira coisa que responderei é “gostar de café”. Inclusive, enquanto estava escrevendo esse texto, tomei três copinhos.