Cartão de visita

Cartão de visita

(Reprodução/Internet)

Quando chegamos à redação, foram nos mostrando os caminhos de como acessar os canais de comunicação oficiais que os jornalistas do CORREIO utilizam. Foram tantas as senhas e logins que chegaram quase ao mesmo tempo que, confesso, fiquei um pouco perdido no início. Senha para acessar os computadores, senha para a plataforma de atualização do site do jornal, senha do e-mail corporativo. É sobre esse último que eu resolvi falar hoje. Você, leitor, deve estar achando estranho. Uma semana inteira de imersão e eu resolvo falar sobre o e-mail corporativo. Sim! Na realidade, esse texto é, também, sobre uma surpresa que esse e-mail me reservou.

Como já disse, foram muitas senhas chegando ao mesmo tempo, o que me fez perder entre milhões de mensagens aquela que me dava acesso ao e-mail gabriel.souza@redebahia.com. O primeiro problema desse e-mail é o próprio endereço. Nunca em 28 anos de vida usei o sobrenome que agora o setor de Tecnologia da Informação  me obriga a me acostumar. Quando se é (aspirante à) jornalista e o seu nome é aquilo que vai te ligar ao seu trabalho nas páginas do jornal, algo pequeno como o endereço de e-mail acaba incomodando um pouco.

Este não é um privilégio meu. Acho que quase todos os futuros sofrem com o uso de um sobrenome alternativo no e-mail. Alguns de nós  já tivemos de conviver com a sensação de ver impresso no papel jornal ou publicado no site do CORREIO nossas produções com assinaturas com as quais não nos identificamos. Afinal, o editor às vezes pode não saber o sobrenome que usamos, mas sabe o nosso endereço de e-mail e, quando não estamos na redação para que ele nos pergunte, é no e-mail que ele confia.

No crachá o sobrenome correto!

No crachá o sobrenome correto!

Isso me fez pensar. Nossa assinatura é o que nos representa. Na impossibilidade de, literalmente, nos apresentarmos a cada leitor a quem chega o nosso trabalho, é ela que nos conecta a eles (ao trabalho e ao leitor). O nome é, antes de tudo, identidade. São inúmeras as questões que estão por trás da escolha do uso desse ou daquele sobrenome. Elas podem, inclusive, superar, e muito, uma decisão puramente de gosto ou estética. Não é o meu caso, mas pode ser o de outros.  

Seguimos então, tendo que conviver com essa assinatura torta. Eu, quase todos os outros futuros, e – pasmem – alguns repórteres (outros, quando passaram de estagiários a repórteres contratados, pediram pelo amor de Deus pela mudança de endereço). É certo que em uma empresa do tamanho da Rede Bahia, é muito mais fácil para o TI olhar seu primeiro e último nome e criar o seu “@redebahia”, já que não devem ser poucos os e-mails criados a cada dia. Acredito, porém, que em uma empresa de comunicação, talvez o cuidado de perguntar a preferência do repórter fosse um cuidado que valesse a pena. Afinal nome, na nossa profissão principalmente, é cartão de visita. Mas não se preocupe TI, eu vou me acostumar. (eu acho). Ah, e a surpresa que o primeiro acesso ao e-mail me reservou? Fica como assunto para o próximo texto.