Mesa de panetones do concurso do Bazar (Foto: Gabriel Moura)

Mesa de panetones do concurso do Bazar (Foto: Gabriel Moura)
Quando soube que na última terça (11) seria o famigerado concurso de panetones do Bazar a minha primeira e óbvia reação foi: “neste dia eu quero estar nesta editoria”. Felizmente minhas preces foram atendidas e eu fui colocado lá nos dois primeiros dias de imersão desta semana (segunda e terça).
Contudo, logo na segunda meu entusiasmo foi diminuindo quando Victor Villarpando, editor do Bazar, me pediu para mandar mensagens para todos os participantes do concurso para eles confirmarem a presença e mandassem as informações dos panetones participantes. Velho, falar com 50 pessoas ao mesmo tempo no zap definitivamente não é legal.
Mas até aí ok, pois o dia seguinte seria a tão esperada data do concurso. Eu tava tão ansioso que ao invés de carneirinhos, fui dormir contanto panetones. Só conseguia imaginar naquelas delicias lindas e maravilhosas que no dia seguinte estariam suavemente repousadas no meu estômago.
Quando chegou o grande dia, Victor pediu para eu chegar um pouco mais cedo no CORREIO para ajudar na organização, mas ele iria chamar um táxi para eu não demorar no trajeto entre a faculdade e a Rede Bahia. Pronto. Além de comer mil panetones, eu iria de carro para o estágio. O dia estava melhor do que eu imaginara.
Mas minha felicidade logo foi por água abaixo ao descobrir que uma árvore tinha caído na Garibaldi, avenida que da acesso a minha faculdade, e, por isso, o táxi demorara cerca de 20 minutos para chegar lá na Facom. Resultado: tive que subir a escada da Politécnica para chegar em São Lázaro, lugar onde fica a Rede Bahia, rápido. Para aqueles que nunca tiveram o desprazer de subir esta escadaria, fica o meu conselho: não o façam. Sério. É enorme e extremamente íngreme. Completamente desaconselhável subi-la, a menos que o seu desejo seja pagar uma promessa.
Chegando na Rede Bahia, descobri que o concurso seria no segundo andar do refeitório, que literalmente é o lugar mais distante da portaria. Ao chegar lá, Victor já me pediu para subir para a portaria e ir buscar os panetones. Eu percorri este trajeto umas três vezes. Se eu já tinha achado horrível descer da entrada para o restaurante, descobri que subir este trajeto é no mínimo 10 vezes pior.
Depois disso eu ainda tive que cortar os panetones em vários pedaços para os jurados comerem, organizar a arrumação e depois ajudar na limpeza. Eu nunca trabalhei tanto. Sério.
Ah, já ia esquecendo da parte da comida. Eu acabei descobrindo que comer 46 panetones não é uma experiência tão maravilhosa quanto eu pensava que seria. Em determinado momento eu estava tão enjoado que não aguentava nem sentir o cheiro deles.
Minha mãe sempre disse que minha boca era maior que a barriga. Acho que esta frase nunca fez tanto sentido.
Mas eu obviamente postei no Instagram fotos do concurso como se eu tivesse super feliz e satisfeito comendo tudo aquilo. Afinal de contas, a primeira regra das redes sociais é “não importa o quanto você não esteja gostando de algo, tu sempre tem que parecer que está feliz da vida com aquilo”.
Eu só sei que naquela noite eu novamente fui dormir pensando em panetone. Só que desta vez não eram como os carneirinhos fofos, mas sim pesadelos.
Afinal de contas, aquele que deveria ser o dia de maior “gordice” da minha vida se transformou praticamente num crossfit do tanto que eu subi e desci escadas.