Preserve seu nome

A conversa com Ronaldo Jacobina rendeu tanto que acabamos passando do horário do lanche. Não era para menos. O colunista do Correio* contou um pouco de suas experiências ao longo de mais de duas décadas de jornalismo para a 13ª turma do Correio de Futuro, na segunda palestra desta segunda-feira (26).

Jacó, como é conhecido no meio da comunicação baiana, passou por vários jornais e revistas onde escreveu para editorias diversas como política, economia e cultura. Com essa vivência e já renomado, topou fazer parte de um projeto que mudou os conceitos de coluna social (nome que odeia) e inovou: “O que faço é uma coluna de variedades onde cabe tudo dentro, todos os assuntos, desde política e economia até cultura e o social”, defende.

Turma atenta na palestra de Jacobina

Turma atenta na palestra de Jacobina

Para a turma, ele falou da importância de seguir o manual do bom jornalismo e ter o que ele considerada um dos principais fatores para uma carreira de sucesso dentro da profissão: um bom relacionamento com as fontes. Ele nos ensinou que ser ético, fiel e manter sigilo são os caminhos para conseguir esse objetivo. Ainda sofre fontes, ele alertou que devemos sempre checar todas as informações inúmeras vezes até nos certificarmos da sua veracidade. “O maior patrimônio que nós jornalistas temos é o nosso nome. É o que devemos preservar”, comenta. Fica a dica.

No jornalismo baiano, Jacobina é também referência de como se fazer uma boa entrevista. Pesquisa, roteiro bem definido e empatia fazem parte da receita para o papo render. Entre tantas, destacou a que fez com Maria Bethânia. Super fã da cantora, ele contou que o nervosismo de estar frente a frente de seu ídolo o fez relutar. Mas depois de seguir sua própria cartilha deu tudo certo. Bethânia gostou tanto que até o chamou para o lançamento de seu disco.

Como recado para turma, o experiente jornalista contou que essa história de mudar o mundo com a profissão é balela. Para ele, esse é um trabalho técnico, que pode sim mudar vidas e possibilita conhecimento e acesso a coisas e pessoas que nenhuma outra atividade oferece. Isso nos basta.