Escutar, absorver e sonhar. Essas três palavras traduzem com maestria o nosso segundo dia de imersão nesse Projeto, inigualável, chamado Correio de Futuro, que se apresentou como um fortalecedor da nossa formação enquanto estudante de jornalismo e como sendo um verdadeiro campo de treinamento, segundo as diretrizes da Editora Executiva Linda Bezerra e das consultoras Bárbara Souza e Maria Ísis.
Logo após uma conversa leve e descontraída, tivemos a apresentação do Projeto, do cronograma das atividades e seguimos para a Redação. Lá o sonho tornou-se um pouco mais palpável. Estar dentro de um ambiente, interagindo com os colaboradores, fez com que o sangue pulsasse um pouco mais forte nas veias.
A primeira palestra do dia foi da jornalista Thais Borges, que chegou com toda energia, mostrando como é prazeroso e realizador falar sobre o cotidiano. Com matérias completas, dignas de prêmios, ela se mostrou como sendo a verdadeira força jovem. A cada slide era uma nova emoção. Podemos sentir cada palavra que ela escreve, imergir na história e não querer parar de ler. Era como se precisássemos gritar para o mundo: “Leiam isso aqui, por favor.”

Thais Borges, repórter do CORREIO
Aguçar o nosso faro investigador. O repórter Alexandre Lyrio foi o segundo palestrante do dia e quando apresentou a matéria “Corrupção nos cartórios” que trouxe a utilização de câmeras ocultas para apurar o recebimento de propina por servidores públicos nos cartórios de Salvador foi quase como um “Cara, como ele faz isso?”. Apurar fatos de tamanha complexidade, que possuem um cunho investigativo e que, inevitavelmente, são carregados de adrenalina não é para qualquer um. A questão não é apenas apurar, é estar ali por completo, equilibrando suas emoções para que o resultado seja deveras proveitoso e o risco não tenha sido em vão.
A última palestra do dia trouxe como tema o Jornalismo de Dados. Recordo-me que saímos para o lanche as 18:17 e tínhamos que retornar às 18:40, o cansaço bateu, o tempo passou rápido e tivemos que retornar com certa pressa. Todavia, quando Juan Torres, Editor de Inovação, começou a falar, rapidamente, fomos abduzidos para o seu mundo e toda sensação contrária, que estava atrapalhando a concentração, foi rapidamente dissipada. O universo dos dados, pela sua exatidão, encanta e a matéria “1000 vidas” foi à prova disso. Contar a história através de dados e entender as possibilidades que se abrem faz parte, do que podemos concluir, ser a ampliação do contato dos repórteres com o jornalismo de dados nas inúmeras etapas da produção da notícia.