Jornalismo não vai acabar

Jornalismo não vai acabar

A última das conversas do segundo dia de palestras dentro do programa Correio de Futuro foi com Roberto Gazzi, diretor de redação do jornal. Na conversa falamos sobre o futuro da profissão que, apesar de todos os avanços tecnológicos não vai acabar. Para Gazzi, o jornalismo é uma profissão de sentimento, é sobre apurar e contar bem uma história. Ao falar do ofício Gazzi ressaltou: “É uma profissão em que não há tédio. Uma rotina que não tem rotina”.

  Numa sala cheia de estudantes fascinados pela oportunidade de experiência em uma redação como  a do Correio*, o diretor nos destacou as principais características que devem buscar os profissionais de jornalismo. Para muito além de um diploma, é preciso ser, ético, curioso, persistente, estar sempre em busca de crescimento pessoal e lendo muito.

Saímos da conversa com indicação de leitura – o livro Homo Deus de Yuval Noah Harari – e tendo ouvido histórias de um dos maiores desafios da carreira do profissional como chefiar redações em grandes coberturas como a do acidente aéreo envolvendo o avião da TAM. Foi de Gazzi a sacada de deslocar uma repórter para descobrir a história por trás das causas do acidente. Meses depois da tragédia, o relatório divulgado pela aeronáutica era, segundo ele, o mais bem escrito da história, por reproduzir uma verdadeira cópia da matéria publicada no Estadão.

Por fim, quando questionado sobre o Correio* e sobre o diferencial do jornal líder do estado Gazzi pareceu não ter dúvidas.  “É um jornal soteropolitano, baiano, feito por baianos. E eu gosto da criatividade dos baianos.”