Nas últimas semanas tenho me deparado com frases que me fazem refletir. Dia desses uma conhecida me contava uma frase/ditado que seu pai costumava falar “filha, só se aprende a viver, vivendo”. E ele estava coberto de razão. Por mais que, vez ou outra, desejemos um meio, um botão que faça o tempo voltar e tomarmos atitudes diferentes, o que está feito, está feito. Como disse Jairo Costa, meu editor, “vida que segue”. E ela segue mesmo. Quando a vida nos derruba, ela não para e espera a gente levantar e se recuperar. Agora, se vamos esmorecer e seguir reclamando ou se vamos levantar e seguir em frente, cabe a nós decidir.
Todas essas reflexões aconteceram após um incidente com uma fonte. Passei dias me culpando por não ter “agido da maneira certa” ou “dito a coisa certa”, mas ao mesmo tempo me perguntando “como eu poderia ter sabido qual a coisa certa a fazer ou dizer?”. Quando a gente passa por uma experiência nova, não tem como saber mesmo. Fui internalizando esse pensamento e tentando parar de me culpar pelo ocorrido. A experiência, afinal, é para a vida toda. E da próxima vez, aí sim eu saberei o que fazer ou o que não fazer.
A história começa um pouco depois do meu último post. Ainda naquele sentimento de “caçar fontes”, fui entrevistar uma pessoa para a pauta coletiva. Eis que algo inesperado acontece e descubro que aquela fonte serviria para a minha pauta (junto com Hilza). Soltei fogos por dentro. Estava esfuziante por ter encontrado uma fonte, mal sabia eu que essa felicidade logo iria acabar. No final do dia, a fonte parece ter mudado de ideia quanto à entrevista. O que fazer numa situação dessas? Tentei conversar, tentei me fazer entender o melhor que pude. Não deu certo. Melhor mesmo que não tivesse falado nada.
Então vieram os questionamentos: Como a ética se encaixa nessa situação? Usar ou não usar a entrevista? Garantir a matéria ou perder o “respeito” da fonte?
Como estreante nesse mundo do jornalismo, pedi conselhos a algumas pessoas a respeito dessa situação, esperando que alguém pudesse me dar uma luz. Algumas delas pareciam tão sem saber o que fazer quanto eu. Uma pessoa mais experiente me disse: “bem vinda ao jornalismo”. “Que bela recepção!”, pensei, ironicamente.
Essas perguntas ainda não foram totalmente respondidas. Espero que isso aconteça até a matéria sair.
Parafraseando o ditado da minha colega, ” só se aprende a fazer jornalismo, fazendo”.