“O futuro chegou”: essa foi sem dúvida a frase que eu mais li e ouvi na última na terça-feira (21). Isso tudo porque a data – 21 de outubro de 2015 – foi quando os personagens Marty McFly e o professor Doc Brown aterrissaram no futuro com seu carro voador, em “De Volta para o Futuro 2” (1989). Postagens sobre o filme monopolizaram as manchetes, e os feeds de notícia. Eram vídeos, galeria de fotos, e uma enxurrada de matérias com curiosidades listando as ‘previsões’ que o filme acertou (ou não).
O “acerto” que mais me chamou a atenção, entretanto, foi que em dado momento do filme, quando o personagem principal já está no então ano de 2015, acontece uma interação ao estilo videoconferência bastante semelhante aos hoje famigerados Skype e Facetime. No mesmo dia, eu havia feito uma entrevista via Skype com uma pessoa que estava em outro país para uma matéria do Correio 24 Horas. Foi uma experiência bem bacana, inclusive (mas isso fica para um próximo post).
Isso tudo me fez pensar em como algo que parecia uma realidade tão distante para a geração passada, se tornou uma ferramenta tão comum para nós. Naquela época, há 26 anos, as únicas formas de se comunicar com quem estava distante era via telefone (fixo) ou cartas. O jornalista, portanto, se encontrava num cenário bem distinto do que estamos vivendo nos dias de hoje, que é pautado pela internet e smartphones. E naturalmente, como consequência, o jornalismo se rende cada vez mais à essa chamada convergência, principalmente no que diz respeito à produção de conteúdo.
Na quinta-feira da semana passada (15), por exemplo, eu e Lara Bastos acompanhamos Gabriela Cruz, editora do Bazar, na cobertura de dois eventos de moda que estavam acontecendo no dia. Quando chegamos no primeiro evento, um desfile em uma loja de decoração, Gabriela, que já estava com o celular a postos, começou a tirar fotos de tudo que tivesse uma “estética bacana” para postar no Instagram do caderno. A passagem pelo local foi super rápida, já que tínhamos que correr para o outro compromisso. Assim que entramos no carro rumo ao segundo evento, Gabriela selecionou a imagem que ela queria postar e compartilhou na rede social (e compartilhou na sua página pessoal). Em questão de cinco minutos, as pessoas que seguem o Bazar e Gabriela no Instagram já estavam a par do que estava acontecendo. A atualização foi quase que instantânea.
É interessante perceber o quanto o jornalismo mudou nos últimos tempos, afinal ele teve (e continua tendo) que se reinventar a cada novidade e atender às necessidades de um público cada vez mais “conectado”. Por esse processo ser mais e mais constante, é impossível não pensar no que vem pela frente. O que o Marty McFly de hoje encontraria no nosso futuro? Bom, isso, quem sabe, será explicado nesse blog (ou em outra plataforma que ainda não foi nem idealizada) por algum(a) futurete do futuro.