Antes de conhecer de perto cada editoria eu lia o jornal de forma mais seletiva. Costumava iniciar pela capa e seguia até o ‘mais’. Depois, de forma mais sortida, ia ‘zapeando’ por outras partes, até que, por último, chegava ao Esporte que eu deixava para ler em momento mais calmo e de forma completa.
Hoje, leio com mais atenção, olhando sempre quem escreveu a matéria e as legendas das fotos. É interessante, porque isso não me importava muito antes. Agora presto atenção como forma de valorizar o trabalho, que sei que não é simples, tanto do fotojornalista como do repórter. Acho um pouco ‘errado’ o repórter do on-line não assinar a maioria das matérias como os do impresso, isso a meu ver, faz parecer que a um trabalho menor para produzi-la, o que sem dúvidas não é verdade.
Acompanhei a repórter fotográfica Marina Silva na produção de fotos para o Autos, revista semanal, sobre automóveis, que sai como um ‘caderno especial’ no Correio. O editor é Antônio Meira Jr. As fotos foram de uma forma publicitária, o carro é um lançamento da Volvo e estava sendo testado por Meira.
Ao decorrer da semana eu fui passando por outras editorias e fiz minha primeira saída sozinho. Foi uma ótima experiência, posso atestar isso agora, pois no inicio fiquei com um frio na barriga. Meu medo maior era ir até lá e voltar sem matéria. Quanta descrença em si mesmo, ‘penso’ agora.
Nesta saída, eu fui até a região do subúrbio para checar o reaparecimento de rachaduras em uma cratera que tinha sido aberta no inicio do mês. Cheguei até o local onde tinham vários operários trabalhando e alguns engenheiros. Todos me disseram que não poderiam falar. Ainda assim, fiquei esperando próximo a eles. Observei que os engenheiros já estavam de saída e de forma sutil fui me aproximando dos operários e fiz perguntas óbvias, de coisas que eu já estava observando, só para quebrar o gelo. Logo em seguida fiz as perguntas que eu considerava necessárias para eles e mudei meu foco para os moradores. Com eles as coisas foram bem simples, quando vi já estava sendo convidado para entrar nas casas das pessoas.
Voltei para redação para ‘bater texto’, foi uma sensação muito boa. A matéria não ficou completa, isso porque eu não consegui entrar em contato com a empresa responsável pela obra, mas ver meu texto sendo enviado para analise e voltar, quase, como eu tinha enviado me trouxe uma ótima sensação.