Nooooooooossa! Essa semana foi muito tensa e emocionante!
07h00 da manhã chegou na redação e só contemplada com uma pauta de economia, até então eu iria pautar a promoção dos peixes na cidade baixa, e lá vou eu contente e feliz, mas quem foi que disse que eu me governo? No meio do caminho recebemos uma ligação, mudança de planos, vamos para Candeias, encontraram o corpo do menino que estava desaparecido desde da ultima segunda-feira, (5), dentro de um frezzer na casa de uma vizinha menor de 16 aos que confessou a assassinato.
Então eu pensei: “Putz! Que loucura!” E lá chegamos, pegamos depoimentos dos vizinhos, fotografamos a casa ou pelo menos o que restou dela, porque os moradores da região indignados com o crime incendiaram a casa do pai da suspeita. Em seguida fomos a Delegacia e lá encontramos a mãe e o pai do garoto e o pai da adolescente que confessou o assassinato. Todos num pranto, choravam muito, inconformados com perda. Até o delegado ficou espantado com o caso e com a frieza e naturalidade em que a suspeita assumia toda autoria do crime.
Mas, para me a cena mais chocante foi ter que olhar na cara de uma assassino confesso e não ver nenhuma expressão de remoço ou arrependimento, foi muito impressionante!
Ainda mais quando se trata de duas crianças, uma vitima e a outra réu… És que surge uma pergunta:

– Como entrevistar a mãe, o pai os entes queridos e depois narrar uma historia e conter a lágrima que vem caindo suavemente no canto do olho???
Caraca! Coisa de doido! Mas enfim, coisas da profissão!
Eu poderia ser medica, engenheira, aeronauta, mas escolhi ser COMUNICÓLOGA ao quadrado, Publicitária/Jornalista, e que venha os covardes, estupradores e ladrões que eu pautarei TODOS!