Para uma pessoa que sempre pensa muito ante de agir, essa semana me ensinou a me jogar sem pensar duas vezes e confesso que gostei.
Segunda eu fui com Thais Borges entrevistar uma garota, para uma reportagem especial (não posso dar mais detalhes sobre o assunto, portanto aguardem para conferir o produto no site do CORREIO) e foi uma experiência incrível. Não era uma pauta feliz, se é isso que você está pensando. Mas a história era forte, tinha muito emocional envolvido e até um pouco de choque de realidade. Foi o tipo de experiência que faz a gente crescer não só como profissional, mas como pessoa também.
Na terça eu acompanharia algum repórter para cobrir cidade, mas um telefonema mudou tudo. Havia acontecido uma suposta troca de tiros no comércio, próximo à Cesta do Povo. Linda, taxativa, me diz “você vai com Marina”. Linda é assim, te pega meio no susto e é isso aí. Na hora o nervosismo tomou conta do meu corpo. Seria a primeira pauta sozinha, sem um repórter me acompanhando. Respirei fundo. Saí munida de bloquinho, caneta, crachá e celular e lá fomos eu e Marina Silva, fotógrafa. Uma pena que quando chegamos lá, não encontramos polícia ou alguém que tivesse visto algo. Parecia um tiroteio fantasma.
Passei o resto do dia acompanhando Marina. Ela fez fotos para a matéria do Enem, que sairia na quarta. E depois fomos parar em Boa Vista do Lobato. Uma cratera abriu devido as explosões do metrô e as pessoas estavam sem água.
Na quarta foi dia de sair com o Bazar*. Cheguei cedo na redação e fiquei esperando pelo repórter. Então Linda olha pra mim e fala “o motorista já saiu, corre atrás dele”. Não deu tempo de pensar duas vezes: Larguei o jornal que estava lendo, peguei minha mochila e saí correndo, literalmente, atrás de Sr. Oliveira. Nesse dia saí com Paula Magalhães, repórter, Angeluci Figueiredo, fotógrafa e Alessandra, outra colega “futura” ou “futurete” como o pessoal do Bazar nos chama.
E para completar essa semana nada agitada, eis que hoje, quinta-feira, caí subitamente em economia (iria acompanhar esporte hoje), mas não tenho do que reclamar. Jorge e Naiana me explicaram basicamente sobre o que seria a pauta. Minha missão era: ir a três shoppings de Salvador e entrevistar pessoas. E essa foi, oficialmente, minha primeira saída sozinha. Foi engraçado ver as pessoas me olhando enquanto eu passava e a reação delas quando falava que era do jornal. Mas como nem tudo são flores, muitas não quiseram falar comigo. Mas a cada “agora não posso, estou com pressa” me impulsionava a seguir em frente e procurar boas histórias. Achei algumas. Meu dia valeu muito à pena.
Em dias como hoje eu me sinto feliz pela profissão que escolhi e empolgada para aprender mais e seguir em frente.