A arte de não pensar duas vezes

A arte de não pensar duas vezes

Para uma pessoa que sempre pensa muito ante de agir, essa semana me ensinou a me jogar sem pensar duas vezes e confesso que gostei.

Imagem meramente ilustrat

Imagem meramente ilustrativa

Segunda eu fui com Thais Borges entrevistar uma garota, para uma reportagem especial (não posso dar mais detalhes sobre o assunto, portanto aguardem para conferir o produto no site do CORREIO) e foi uma experiência incrível. Não era uma pauta feliz, se é isso que você está pensando. Mas a história era forte, tinha muito emocional envolvido e até um pouco de choque de realidade. Foi o tipo de experiência que faz a gente crescer não só como profissional, mas como pessoa também.

IMG_20151008_195508819Na terça eu acompanharia algum repórter para cobrir cidade, mas um telefonema mudou tudo. Havia acontecido uma suposta troca de tiros no comércio, próximo à Cesta do Povo. Linda, taxativa, me diz “você vai com Marina”. Linda é assim, te pega meio no susto e é isso aí. Na hora o nervosismo tomou conta do meu corpo. Seria a primeira pauta sozinha, sem um repórter me acompanhando. Respirei fundo. Saí munida de bloquinho, caneta, crachá e celular e lá fomos eu e Marina Silva, fotógrafa. Uma pena que quando chegamos lá, não encontramos polícia ou alguém que tivesse visto algo. Parecia um tiroteio fantasma.

Passei o resto do dia acompanhando Marina. Ela fez fotos para a matéria do Enem, que sairia na quarta. E depois fomos parar em Boa Vista do Lobato. Uma cratera abriu devido as explosões do metrô e as pessoas estavam sem água.

Na quarta foi dia de sair com o Bazar*. Cheguei cedo na redação e fiquei esperando pelo repórter. Então Linda olha pra mim e fala “o motorista já saiu, corre atrás dele”. Não deu tempo de pensar duas vezes: Larguei o jornal que estava lendo, peguei minha mochila e saí correndo, literalmente, atrás de Sr. Oliveira. Nesse dia saí com Paula Magalhães, repórter, Angeluci Figueiredo, fotógrafa e Alessandra, outra colega “futura” ou “futurete” como o pessoal do Bazar nos chama.

E para completar essa semana nada agitada, eis que hoje, quinta-feira, caí subitamente em economia (iria acompanhar esporte hoje), mas não tenho do que reclamar. Jorge e Naiana me explicaram basicamente sobre o que seria a pauta. Minha missão era: ir a três shoppings de Salvador e entrevistar pessoas. E essa foi, oficialmente, minha primeira saída sozinha. Foi engraçado ver as pessoas me olhando enquanto eu passava e a reação delas quando falava que era do jornal. Mas como nem tudo são flores, muitas não quiseram falar comigo. Mas a cada “agora não posso, estou com pressa” me impulsionava a seguir em frente e procurar boas histórias. Achei algumas. Meu dia valeu muito à pena.

Em dias como hoje eu me sinto feliz pela profissão que escolhi e empolgada para aprender mais e seguir em frente.

Luana Silva
Luana Silva
Luana Silva, 21 anos, 4º semestre, Facom/UFBA. Observadora. Curiosa, sempre tive vontade de saber um pouco de tudo. Apaixonada por livros, séries, fotografia e dança. Procuro ver beleza nas coisas mais simples, nas quais ninguém presta atenção. O que me atrai no jornalismo é conhecer as histórias das pessoas e poder contá-las. Meu desejo é poder tocar as pessoas com a minha escrita.