Fico impressionada com o tempo e sua capacidade de passar rápido. Já estamos na terceira semana de imersão, ontem éramos 10 estudantes ansiosos, sem noção do que estaria por vir. Volte aqui, tempo! Não passe tão rápido! E nesta filosofia de aproveitar bem o tempo e lutar contra ele, o jornalismo está presente.
Nesta semana de imersão estou na equipe do impresso, acompanhando as saídas dos repórteres, suas pautas, os sufocos e contribuindo na produção do texto – o que me deixa muito entusiasmada –. O ritmo acelerou, durante esses dias fui tendo certeza que a “minha praia” é está nas ruas, é ter contato com o povo. Esse contato com o outro, o “cara a cara” é o que humaniza a nossa função.
Vivi momentos diferentes durante esta semana. De um lado estava a dificuldade de segurar a emoção ao cobrir um sepultamento. Foi necessário segurar a tristeza nesse momento de dor e tentar um contato com a família. Tive que ser forte (o que não quer dizer que eu seja insensível). Não!! Mas é manter o foco no seu trabalho, ir em busca de informações. Profissão e emoção… É necessário saber a dosagem certa.
Por outro lado, tive a tranquilidade de acompanhar uma dupla (Angeluce e Marília) do Bazar* em uma entrevista para o perfil. No primeiro contato que eu estava tendo com elas fiquei bem à vontade. Pude questionar, sugerir e ainda ganhei várias dicas.
Mas se tem buraco na rua e obra embargada, estamos lá para saber como tudo aconteceu. Acompanhar um repórter (Diogo) que já foi integrante do programa é interessante, pois temos algo a mais em comum. Trocamos figurinhas. Uma pauta sem aventuras, mas que exigiu uma observação minuciosa.
Não gosto de estabilidade e o jornalismo me proporciona variedade. Variedade de histórias, de pessoas, de momentos. Essa oscilação é aprendizado. São dois extremos que exigem ações e reações diferentes.