A primeira semana da imersão chegou ao fim. Na reunião que temos toda sexta, momento onde conversamos com as professoras/orientadoras Bárbara e Maria sobre a experiência da semana. Quem ficou no impresso tinha boas histórias que até, de certo ponto, a gente do online ficamos um pouco mais acanhados para compartilhar as nossas, mas a diferença era só de ‘empolgação’, no quesito aprendizado considero que os relatos foram equivalentes.
Irei tentar explicar a diferença dos dois utilizando a analogia da pescaria. Imagine que o online é você estar pescando da praia com movimentos curtos, mas com paciência e análise, o segredo do jornalismo online é a apuração. Já o impresso é semelhante a uma pesca com barco, equipamentos de mergulho e arpão, onde você vai “a onde o peixe estiver” e utiliza das mais diversas formas para pegá-lo.
Claro, tratando dessa forma parece que o jornalismo online não tem graça, mas não é isso, grandes matérias oriundas de ótimas apurações saem desse novo fazer jornalístico, considerando que hoje algumas notícias ficam velhas antes que cheguem a embalar peixe no dia seguinte.
Ainda, aproveitando a analogia, tentarei explicar a integração entre os dois meios. O online saiu do “aquário”, local que fica na entrada da redação e que recebeu esse apelido dos próprios habitantes, agora eles encontram-se no meio da redação. Essa inserção, embora esteja no inicio, mostra ser uma boa reinvenção do jornalismo, onde não será necessário o fim de uma das partes . Elas podem coexistir no mesmo espaço e melhor, trabalhando em conjunto. Isso vem acontecendo a um tempo no Correio*, e a nona turma são é as primeiras focas nesse oceano de informações.