Pautas pelo ar

Pautas pelo ar

Outro dia, em um bate-papo informal, com amigos, falávamos sobre o prazer e o dom de manter uma boa conversa, mesmo em situações adversas (até quando a pessoa aparentemente não tem nada para te dizer). Na gozação, brinquei que herdei da humanidade a exímia capacidade de dialogar com gente de qualquer tipo. Se humanos, logo conversadores, penso eu. Estamos aqui, em espécie, para evoluir, já dizia o sempre lembrado Charles Darwin, e o caminho para a bendita evolução parece mesmo ser: construir relações, ouvir, refletir e conversar.

Coincidência ou não, o bom jornalista também segue a seleção darwiniana e carrega no must have o dom de unir dois dedos de prosa em qualquer circunstância. Eis que as melhores histórias surgem de onde menos se espera, por isso nunca perca a oportunidade de conhecer alguém e se interessar minimamente por um ser humano qualquer. As pessoas são, sem dúvidas, a matéria-prima mais incrível do jornalismo e é por elas que escrevemos todos os dias páginas e páginas ao redor do mundo. Nem sempre, porém, elas sabem reconhecer a grandiosidade do que viveram ou ouviram em relatos. Hora do incrível faro adquirido ao longo da vida dentro de uma Redação agir para valer.

Quando aguçamos os sentidos e as percepções, as pautas começam a voar pelo ar e se lançam contra a gente de supetão quando menos se espera. Um história incrível bateu na porta do Correio na semana passada. Um homem simples, cinquentão, foi até o jornal contar detalhes de um projeto transformador para um bairro periférico de Salvador. Mas não darei spoilers, aguardem e lerão!