A tão sonhada imersão

A tão sonhada imersão

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A semana começou agitada. Divididos em dois grupos – cinco de nós fomos para o impresso e cinco para o online – fomos ansiosíssimos, cada um no seu horário, para o nosso primeiro dia na redação.  Na segunda, acompanhei o repórter Bruno Wendel na apuração dessa matéria. Fui a três lugares que nunca tinha ido: Instituto Médico Legal (IML), Hospital do Subúrbio e Nova Constituinte, em Periperi. No IML percebi que além do tato para falar com as pessoas, que estão sensibilizadas, também é preciso ter sangue frio para não se deixar levar para o lado emocional. Já em Nova Constituinte vivenciei a dificuldade de se obter informação das pessoas que vivem com medo.

IMG_20150922_123458533_HDRNa terça, fiquei na redação acompanhando Alexandro Mota. A pauta era sobre o ENEM, mais especificamente, sobre como fazer uma boa redação. Nesse dia descobri que professores são criaturas difíceis de se entrar em contato: etão sempre ocupados e só podem falar durante o intervalo das aulas. Nesse dia só confirmei a minha antipatia em apurar por telefone. Ninguém sabe dizer a informação que você precisa, ficam te passando de ramal em ramal e ainda tem aquelas músicas odiosas que põem para tocar no seu ouvido. A sensação é de que não se está avançando na apuração, pelo menos para mim.

Ontem, quarta-feira, acompanhei Priscila Natividade, repórter de economia. Fomos fazer uma entrevista ping-pong com o presidente da Sebrae. Fiquei pensando se entrevistar uma fonte de que fala muito é bom ou ruim para o repórter. Ainda não decidi. Mas acho que todo jornalista concorda que decupar entrevista é um saco.  (Posso comemorar por meu nome também ter saído no jornal?)

 

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Hoje, acompanhei a editoria de Cultura. Como amanhã é dia de Guia*, vi como é feita a agenda e tudo mais. Laura e Dóris foram me explicando a rotina da editoria e os desafios agora que o Guia também virou online. Muitas pessoas podem menosprezar a editoria, mas só em observar como ela é feita, posso dizer que é preciso ter muuuita atenção e que dá trabalho.

Já estava tão empolgada com a rotina que já tinha até esquecido que amanhã não é dia de ir para a redação. Semana que vem as turmas se alternarão. Estarei no online.

Luana Silva
Luana Silva
Luana Silva, 21 anos, 4º semestre, Facom/UFBA. Observadora. Curiosa, sempre tive vontade de saber um pouco de tudo. Apaixonada por livros, séries, fotografia e dança. Procuro ver beleza nas coisas mais simples, nas quais ninguém presta atenção. O que me atrai no jornalismo é conhecer as histórias das pessoas e poder contá-las. Meu desejo é poder tocar as pessoas com a minha escrita.