“S.f. Ação ou efeito de imergir (-se); ato ou resultado do processo de mergulhar (alguma coisa) em um líquido; submersão” é o significado literal, segundo o dicionário informal da palavra Imergir, no caso do jornalismo, nenhuma outra metáfora definiria de forma tão precisa a rotina da redação de um jornal como o Correio, para um estagiário “marinheiro de primeira viagem”. A imersão jornalística é uma oportunidade preciosa que temos de aprender na prática, exercitando a observação, a escrita, a postura profissional, a paciência, a forma de falar e como isso facilita nosso a comunicação com as outras pessoas, especialmente nossos leitores. Vivi isso na prática, com Bruno Wendel, repórter da editoria Cidade e Marina Silva, fotojornalista, vi o quanto é importante calar em momentos e circunstâncias específicos, mas que isso não significa concordar, e que há momentos para esclarecermos (como jornalistas no exercício da profissão) o nosso papel diante de um fato, digo dos momentos em que acontecem as famosas coações e ameaças corriqueiras (sim, eu vi! E são situações comuns, pelo que percebi), do tipo: “Se você publicar isso vou te processar…” ou ainda “Eu não autorizo…” De fato, há de se ter muita paciência, compreensão, frieza e determinação pra contornar essas situações e buscar a noticia.
Foi uma semana bem agitada, com direito a apuração de assassinato no IML, cobertura fotográfica de um incêndio num tanque de gás em refinaria em Madre de Deus, tensão em fila de compra de ingresso para o jogo do Vitória, entrevista com Gregório Duvivier, apurações na redação e textos para o online, essa “correria” me fez perceber o quanto essa vivência é importante para a formação de todo o jornalista, assim como a Residência Médica (onde os recém-formados em Medicina passam obrigatoriamente pela prática da profissão nos Pronto Socorro dos Hospitais) deveria ser com os estudantes de Jornalismo, onde o mundo contemporâneo e a globalização impõem importantes mudanças na área, com as possibilidades que da internet, mídias sociais e outras plataformas de comunicação, que afetam diretamente a relação entre profissionais e o público. Certamente é preciso refletir em novas iniciativas que agreguem valor à formação de novos jornalistas como formadores de opinião pública, num mercado em constantes mudanças.