Estou feliz de poder escrever sobre a palestra da editora de design, Iansã Negrão. Fui do Núcleo de Criação em Publicidade (NCP) da Produtora Júnior da Ufba, empresa júnior de comunicação. Lá descobri as maravilhas do Illustrator e também os infernos. Quando alguém descobria que eu tinha a mínima habilidade em “fazer umas artes no computador”, já era. Esqueci a paz. Em situação parecida, Iansã conta que costumavam lhe pedir desenho de um leão toda época de imposto de renda. “Podre”.
A editora chegou mexendo em tudo. Trocou mesa de lugar, desenhou, fez a gente levantar as bundas das cadeiras. Essa coisa inovadora é essencial. Aos 20 anos, Iansã representava uma geração nova, que pensava o jornalismo visualmente, principalmente para a internet. Passou pelo portal IG, Folha de S. Paulo, A Tarde e talvez outros que não me lembro agora.
Nesse mundo em que cada vez mais o olhar é acionado, é preciso entender e considerar que “a editoria de arte não serve para enfeitar o jornal, mas sim para organizar visualmente a informação”, lembra ela. O ideal é que os jornalistas já pensem no projeto gráfico da página desde a pauta. Ou seja, tomar nota visual das informações coletadas, aprender a pensar com imagem. “Data is beautiful”. A infografia é uma das melhores apostas nesse processo, ela é uma coordenada da matéria.
Na minha época de Produtora, estudávamos em grupo toda semana. Aprendi muito, principalmente sobre tipografia, cores e hierarquia visual. Tudo através de blogs mesmo. Espero que na loucura da imersão eu possa usar outros softwares e fazer a diagramação do produto junto com Lara Bastos.