Eram quatro da tarde quando Ana Cristina Pereira entrou no auditório 2 da Rede Bahia. Lá ela desvendaria para nós, os “futuros’, um pouco do que é fazer jornalismo cultural no jornal Correio*. Ana, nos contou da sua trajetória e da sua relação com a literatura. “Para o repórter de cultura o mais importante é você ir no dia a dia formando esse repertório”, explicou Ana, que apesar de hoje ser editora adjunta, já fez matérias de cinema à música para a editoria.
Ela nos contou como o caderno passou de Folha à Vida, após a reestruturação do jornal em 2008, e das mudanças que ocorreram. Recentemente o jornal passou por uma nova mudança. O Guia, caderno à parte que saía nas quintas-feiras, foi incorporado ao jornal como um todo e dividido: o cinema continuou nas quintas, já as matérias de música e teatro ficaram para a sexta-feira.
Ana nos contou sobre o exercício que é se noticiar cultura sem passar muito de seu gosto pessoal. “Tem que ter a cara da cidade”, observou. Sobre o “assédio” dos assessores de imprensa, que pedem que suas notícias sejam dadas, ela afirma é preciso um equilíbrio entre o que tem que ser noticiado e o que interessa ao leitor. “Tem que fazer um esforço para sair dessa pauta que já está determinada”, concluiu.