03/09/15 – Quinta-feira
Participar do Correio de Futuro é como mergulhar de cabeça no seu livro preferido. Você passa a ver a história de um novo ângulo, a fazer parte dela. Hoje foi o terceiro dia desde que começamos a fazer esse mergulho e a cada dia se torna realidade o que pensei assim que pus as mãos no contrato: “vai ser uma experiência maravilhosa”. As expectativas, minhas e dos colegas, só aumentam e com elas a pressa de pular logo para a “imersão”. Mas é preciso ter calma pois ainda faltam duas semanas de palestras, que assim como a de hoje, sei que serão maravilhosas.
Em plena quinta-feira (03) à tarde, Linda Bezerra se afastou de seus afazeres para estar conosco, a 9ª turma do Correio de Futuro. Enquanto ela descrevia a rotina do jornal, eu imaginava toda a cena e já desejava participar da reunião de pauta das dez da manhã. A ideia de estar e fazer parte da redação contagia a todos. Acho que a mim principalmente, que nunca tive uma experiência de redação. E que forma maravilhosa de ter essa primeira vivência estando no Correio*.
Me senti completamente arrebatada quando Linda falava, de um jeito que acho que poucos professores conseguem, de pauta e apuração. Ela nos fascinava, empolgava, aconselhava e ainda dava bronca, tudo ao mesmo tempo. “Eu estou falando isso porque é importante”, dizia ela como quem diz “eu estou falando isso, mas sei que vai entrar por um ouvido e sair por outro” ou “se vocês fizerem merda, mato vocês”. Por seus conselhos/broncas ela foi apelidada de mãe ao final do dia. Não sei se ela gostou, se já a chamam assim ou se nós estamos “forçando intimidade” (espaço da piada interna). Munidos de caneta e papel, anotávamos todas as dicas preciosas que ela nos dava.
Às 16 horas, fizemos uma pausa para a selfie e, preciso dizer, não foi tão fácil como parece. Enquadrar 10 pessoas e fotografar com uma câmera (câmera mesmo, não celular) sem ter ideia do que está no visor não é fácil! Nessa hora Linda também virou fotógrafa. Uma fênix, como ela mesma se intitulou.

Curiosos, perguntamos sobre sua vida, como veio parar no jornalismo. E ela contou. A admiração só crescia. Linda falava de jornalismo com uma paixão, que é até difícil descrever. Trilhamos caminhos diferentes até chegar ali: sentados, no auditório da Rede Bahia, ouvindo Linda Bezerra. Mas aposto que nenhum dos presentes desejava estar em qualquer outro lugar que não aquele.