Não posso dizer que não aprendi nada hoje. Aliás, o que menos posso reclamar nos últimos meses é de que estou sem aprender alguma coisa. O Correio de Futuro tem sido um aprendizado desde a primeira palestra, no auditório da Rede Bahia, no primeiro dia do mês de abril. Àquele tempo, ainda éramos ingênuos em relação a prazos e nosso maior desafio era aguentar as baixas temperaturas do auditório enquanto os editores do Correio* faziam suas palestras e explicavam a rotina produtiva da redação.
Voltando no tempo, em minhas memórias, quando a única responsabilidade em relação ao programa era postar toda segunda-feira aqui no blog, vejo como estávamos com a vida boa. Vida mansa, como muitos chamam. Os prazos finalmente chegaram, temos data para entregar matéria finalizada, com fotos, boxes, coordenadas e tudo pronto no sistema. Não há mais como prolongar. Ser jornalista, afinal, é saber lidar com prazos. Fazer o melhor que puder em menos tempo, apurar a informação como, provavelmente, nenhum outro profissional faz.
Contudo, não posso dizer que estou sofrendo com tudo isso. Claro, é desgastante você chegar ao seu editor com 10 novas informações e ele lhe pedir que apure o dobro de coisas que você apurou no dia. É desgastante ligar para fontes que lhe atendem de mau-humor – quando lhe atendem – ou se apresentar pela milésima vez para a mesma pessoa, porque há alguma coisa ainda a ser extraída dela. Há, nesse processo, as pessoas que se destacam, as fontes mais educadas, mais colaborativas. Há as pautas preferidas, os melhores lugares para se visitar. Há, por fim, o prazo.
Como uma palavra tão pequena pode significar tão importante estrutura do jornalismo? Não há dúvidas, todos os futuros tremem na base quando alguém diz a palavra “prazo”. Há ainda o que ser apurado. Ainda corremos atrás daquela última informação, mendigamos a atenção daquela fonte “mais importante” que insiste em não lhe responder. Ainda pensamos em como organizar aquele “monte de informação” que foi coletada nas últimas semanas e que parecem um amontoado, uma montanha de possibilidades. Já selecionamos informações. Mas será que temos o suficiente?
Deixemos de lado os textos, os quais estamos trabalhando duro para que fiquem completinhos e atrativos para vocês, nossos leitores. E o projeto gráfico? Estamos querendo uma mão. Ainda não está tudo pronto. Ainda batalhamos pelo nosso produto. Já nos emocionamos quando vimos que a primeira foto para a matéria já está no sistema. Mas ainda há muito o que ser feito.
Então, meu povo, vamos cruzar os dedos. E aguardem, dia 27, nas primeiras páginas do Jornal Correio*, teremos uma surpresa para vocês. Espero que gostem tanto quanto estamos gostando de fazer. E até lá, voltemos aos prazos.