Lidando com as dificuldades

Lidando com as dificuldades

“Boa tarde, aqui é Caíque, repórter do jornal Correio, tudo bem?” Essa é a frase mais repetida do dia. Com a terceira fase do programa em andamento, as apurações vão se intensificando. É postagem em Facebook, ligação para órgãos oficiais, perguntas para amigos e por aí vai. Tudo para achar personagens interessantes.

Todas as tardes fazemos inúmeras ligações em busca de fontes, histórias e contatos de pessoas que possam falar com a gente sobre as pautas. É uma luta diária. Tem vezes que  não atendem, a ligação está ruim, nenhum dos duzentos números é o correto e até mesmo a redação fica sem poder ligar para celular. Na quarta-feira, uma fonte me perguntou se eu queria que ela ligasse pra mim. Imagina só? Preferi gastar meus créditos (últimos).

E pra achar um  computador disponível? Somos uma espécie de nômades. Todo dia enchemos o saco dos outros repórteres perguntando quem senta em tal lugar vazio, se ela vem e qual o horário. Tem uma brechinha? Sentamos mesmo! O problema é quando o dono do assento chega e precisamos levantar. Dá uma aflição… Difícil é quando estamos no meio de uma entrevista. Mas geralmente eles são compreensivos, por motivos de já terem passado por isso (ou não).

Outra dificuldade é o rodízio carros. Temos apenas um disponível por dia, então precisamos nos organizar bem e programar caronas, para todo mundo poder chegar nos seus destinos. Tem motorista que é gentil,  grosso, conversador e um tal de “veloz e furioso”. Boa parte dos futuros já deu uma voltinha com ele. A pauta se torna uma verdadeira corrida. Mas enfim… A vida de jornalista é resumida em adrenalina! Mas como diria Kátia: Não está sendo fácil!