#ajudeumrepórter

#ajudeumrepórter

Um pouco mais de uma semana antes de começar a imersão no Jornal Correio*, decidi desabilitar o facebook. Fiz isso para sair um pouco da vida virtual e focar mais nas coisas da vida real, especialmente meus estudos. Para qualquer pessoa, o facebook é uma grande distração. Sem querer, passamos horas navegando pelo site e quando percebemos, já perdemos horas navegando a linha do tempo de amigos e desconhecidos. Apesar de ser uma tarefa difícil, pensei que ia conseguir durar pelo menos um mês sem voltar. Estava errada.

No primeiro dia da rotina do impresso, fui alocada para a coluna VIP. Depois de entrevistar um cantor pelo telefone, fiquei na dúvida da data do lançamento de seu EP, que seria no mesmo dia do seu aniversário. Para não ligar para ele de novo, procurei as datas em sites na internet, sem sucesso. Qual outro lugar poderia ter a data de aniversário do cantor? O facebook, claro! Voltei para a rede uma semana depois da desabilitação. E ainda bem, porque eu realmente tinha confundido a data de seu aniversário.

Alguns dias depois estava em economia e fui dada a tarefa de achar personagens que tinham esquecido de pagar o imposto de renda. O facebook foi a melhor saída para achar esses personagens. No jornalismo, muitas vezes a história vem antes da fonte. O desafio é achar alguém que encaixe perfeito no seu objetivo.

Não é incomum aparecer na minha timeline a hastag #ajudeumrepórter, especialmente porque tenho muitos amigos de comunicação. Já se tornou uma prática comum e muitas vezes, é nossa salvação! Infelizmente, acho que não vou poder desabilitar o facebook por um bom tempo.

Moral da história? No jornalismo, o facebook é muito mais que um passatempo. É uma ferramenta de trabalho, tanto para a procura de fontes como a verificação de informações.