Engraçado como nós descascamos da fonte aquilo que nossos editores descascam de nós. Pude perceber isso de forma melhor após passar a maior parte dessa semana colaborando com Ronney para uma matéria do Bazar*. Aquele monte de dúvidas que nosso editor nos chama a atenção quando nos manda de volta a primeira versão de uma matéria se transforma em perguntas que fazemos às fontes, seja por telefone ou email.
É um nível engraçado. Mas é muito fácil de entender. As histórias precisam ser contadas de uma forma que o leitor-alvo de cada matéria consiga entender e se conectar com o texto. Nós, repórteres, temos a difícil missão de saber falar sobre qualquer assunto, transformar falas engessadas de especialistas em determinados assuntos em um texto fluído e agradável para os leitores.
Ou seja, o repórter precisa fazer todas as perguntas possíveis, para que o editor (se colocando no papel do leitor) consiga entender todo o texto e aprove aquela como sendo a edição final da matéria. Caso esse processo falhe em algum ponto, o leitor acabará se colocando no lugar do jornalista e fazendo a si mesmo as perguntas que o repórter deveria ter feito no momento da apuração de uma reportagem.
Cada qual tem um papel a cumprir nesse processo. E para mim, ainda em processo de edição de uma matéria para o Bazar*, fica a necessidade de uma boa apuração. Não apenas para nos poupar trabalho, mas também para cumprir bem o que nós jornalistas nos propomos. Contar (bem) uma história!