Minhas postagens no blog costumam ser relatos de apenas um dia, pois como sou o responsável de publicar na segunda-feira, abro a semana da turma por aqui. Dessa vez vai ser diferente e eu farei uma retrospectiva dos meus últimos dias no jornal impresso, que foram sensacionais.
Confesso que o jornal em papel nunca me encheu os olhos, mas então o Programa Correio de Futuro apareceu como uma ótima oportunidade de experiência, devido ao acompanhamento dado à turma e pela duração das atividades. O período de três meses parecia ideal pra mim, caso realmente não gostasse a rotina da redação. Mas quer saber? Descobri que vai ser pouco.
Na semana passada, como falei na minha postagem anterior, comecei com o pé direito, já na editoria que eu mais gosto. Até matéria eu assinei!
No segundo dia, fiquei encarregado de cobrir o enterro de quatro vítimas dos deslizamentos que aconteceram na localidade do Marotinho. Logo eu, que nunca tinha ido a um enterro. Mas aceitei o desafio numa boa, e sem ainda saber direito qual era a pauta, fui com a jornalista Priscila Natividade direto ao IML. Caixões à vista! Era ruim estar diante daqueles corpos, mas a apuração precisava ser feita. De lá, seguimos para o cemitério, em Brotas. Havia uma multidão e a comoção era muito grande. Tive que saber lidar com isso para conseguir as informações que precisava, afinal, também me sensibilizava com o ocorrido. Eu e Priscila fizemos uma boa dupla e conseguimos desenvolver um bom trabalho. As lágrimas ficaram pra o final, quando o amigo de Jonathan, 12, chorava desesperado vendo o seu amigo ser enterrado.
Na quarta-feira, o clima foi mais leve. Pude ficar na editoria de Economia e ajudei na elaboração de uma das várias matérias de Imposto de Renda. E se reclamar vai ter mais! Minha parceira novamente foi Priscila, que estava na sua editoria original, já que a terça-feira foi um dia em que ela foi emprestada à Cidade. Novamente foi tudo ótimo. Consegui bons personagens, entrevistei-os, falei com a Receita Federal e pude sugerir outras fontes. Foi impressionante perceber que com apenas uma boa lista de contatos e um telefone, podemos escrever uma matéria esclarecedora.
No meu último dia de rodízio no impresso. saí com o colega Diogo Costa pra cobrir um caso policial. Senti falta de uma maior pré-apuração da redação pra saber se realmente era necessário o envio de uma equipe até o local. Mas a pressão de não ser furado torna a decisão compreensível. E o que pra mim tinha sido o super assalto, era apenas mais um, como outros que vemos todos os dias na capital baiana. O interessante foi perceber as diferenças entre a nossa versão apurada e a da polícia que, parecia não saber tão bem quanto nós, o que tinha ocorrido.
Como previsto na última segunda-feira, me encantei! Hoje estive de volta ao aquário e posso garantir que me sinto menos pressionado. Completei o primeiro rodízio por inteiro e tenho mais segurança pra fazer as atividades solicitadas. Que venham os próximos desafios!