Após experimentar a rotina do Correio* impresso, a imersão da semana foi em uma redoma de vidro. Quando cheguei à tarde de segunda (27), dei uma espiadinha pelo vidro antes de entrar e percebi que o lugar parece transpirar notícias. É tudo muito rápido. Os repórteres estão o tempo inteiro antenados nos acontecimentos. É uma busca interminável pela notícia, mesmo que ela esteja nas catacumbas do oriente.
Achei engraçada a transitoriedade dos temas. A pessoa navega em inúmeras possibilidades de assuntos em questão de minutos. Você escreve sobre alagamento, coisa pesada e dolorosa, mas daqui a pouco já está falando da barriga sequinha de uma atriz. Em poucos instantes noticia um terremoto, porém em seguida está escrevendo algo de algum BBB. O tempo no Correio24Horas ruge, como dizia Giovanni Improtta da novela Senhora do Destino (2004).
Senti dificuldade no começo com a questão da agilidade. Demorei muito para escrever minhas notas. Fiquei perdida em alguns momentos com a quantidade de informações que podem ser noticiadas. Eram sempre muitas abas abertas. Eram sempre muitos releases para serem lidos e transformados em algo de utilidade pública. A apuração somente feita por telefone fez diferença na reprodução dos fatos. Estar do outro lado da linha sem ver as reações e o jeito da fonte me pareceu estranho. Gosto de vivenciar o acontecimento.
Apesar da minha lentidão, senti total liberdade em opinar e escrever. Foi uma semana divertida e com qualidade. Pude exercitar as práticas diárias do jornalismo. Agora voltarei para o impresso. Tomara que seja uma semana repleta de novidades.