Na última terça-feira (21), feriado de Tiradentes, a redação do Correio* estava vazia. Com poucos plantonistas, o dia não seria de grandes pautas na redação. Na editoria Esporte o assunto principal era sobre o Bahia. O Tricolor ia na quarta (22) enfrentar o Ceará, pelo primeiro jogo da final da Copa do Nordeste (Escrevo esse texto um dia após ocorrer a partida). O clube marcou para o feriado o último treino da equipe antes da partida e uma entrevista coletiva com o treinador Sérgio Soares na Arena Fonte Nova, palco o jogo.
No jornalismo esportivo se costuma denominar os repórteres que vão acompanhar exclusivamente um clube como setoristas. No Correio* o setorista do Bahia é Bruno Queiroz. O treino desta terça era fechado para a imprensa, com apenas os primeiros 15 minutos (tempo do aquecimento dos atletas) aberto para os jornalistas. Tive a experiência de poder acompanhar Bruno nessa cobertura… e que experiência. Pela primeira vez pude estar em uma coletiva de imprensa com um treinador de futebol.
Dentro do salão em que iria ocorrer a entrevista, os jornalistas de diversas redações e veículos resenhavam e palpitavam sobre as possíveis escalações do Bahia para a final. Durante a coletiva o técnico foi sabatinado pelos repórteres, respondendo com muita firmeza e tranquilidade.
Depois da entrevista descemos para o gramado onde os jogadores se aqueciam para o treino. Enquanto os atletas brincavam de bobinho – linguagem de boleiro –, pude conversar com Bruno e outros jornalistas que acompanhavam o bate-bola. Um pequeno momento que me proporcionou um grande aprendizado.