Quando entrei no aquário e vi que algumas pessoas da turma já tinham chegado, tratei de perguntar com apenas um movimento dos lábios: “Quem eu procuro?”. E assim entrei na redação do Correio24Horas, que trabalhava em esquema de plantão devido ao feriado de Tiradentes.
Assim que me indicaram em qual computador eu ficaria, esperei que me passassem a primeira nota para escrever. Não é que fosse minha primeira vez em uma redação online, mas sempre que chegamos em um lugar novo, precisamos aprender sobre a linguagem daquele veículo, quais notícias são interessantes e como tratar essas notícias. É todo um processo de aprendizagem.
Durante o período da tarde, escrevi algumas notas, trabalhei em conjunto com outra colega do “Futuro” e, claro, fiz a coisa que acredito ser de menos agrado para os jornalistas: a ronda. O que é isso? Ligamos para a Central de Polícia Militar, Transalvador e alguns hospitais para saber se há acidentes, assaltos ou homicídios para serem noticiados. E o resultado depende de quem atende sua ligação e da boa-vontade dessa pessoa em lhe passar as informações.
Por fim, pouco depois das 18h, estávamos nós de saída da nossa primeira tarde trabalhando na redação do Correio24Horas. Olhei novamente para a redação e vi os jornalistas-plantonistas que continuavam trabalhando e me senti realmente como um peixe no aquário, mas, diferente da situação a qual me comparava, não estava preso ali. Estar naquela redação havia sido uma escolha.