Muito além de cultura…

Muito além de cultura…

Juro que quando soube que a palestra desta quarta-feira (15) seria com Hagamenon Brito, lembrei imediatamente daquele filme ‘As aventuras de Agamenon, o repórter‘, mas, em nada o personagem fictício se parece com o editor de cultura do asteriscão, a começar pela grafia dos nomes.

O editor, que também é crítico musical, está a frente da editoria desde a mudança gráfica do jornal. “Vivi o período de transformação do jornalismo cultural”, conta Hagamenon. Além dele, a editoria é composta por nove pessoas, incluindo Telma Alvarenga e Osmar Marrom, que cuida do cenário da axé music.

Música, cinema e livros foram alguns dos temas lançados por Hagamenon. Em tom de conversa, ficamos por dentro da parte do jornal que a maioria dos jovens se identifica e do Guia Correio*, carro-chefe da editoria, que é fechado com uma certa antecedência pela equipe. “Somos um caderno pop de cultura”, define o palestrante.

Hagamenon Brito em bate-papo com os Futuros Foto: Leonardo Gusmão

Hagamenon Brito em bate-papo com os Futuros
Foto: Leonardo Gusmão

Para ele, um caderno de cultura vai muito além de música e exposições, podendo também ser composto por matérias de comportamento. “Gabriel Medina, se lançasse um livro, por exemplo, se encaixaria em cultura tão quanto um novo escritor”, diz o editor que ainda acrescenta: “Galvão Bueno, que lançou um livro recentemente, também cabe na editoria, a diferença é que faríamos perguntas além de futebol”.

Questionado sobre a separação entre o Vida e o caderno Bazar, o editor diz que é a favor e acha boa essa independência.”No caso da bazar, eles fazem aprofundamentos em temas específicos. É bacana pra quem gosta de moda ter várias páginas falando do assunto, mas sempre estamos dialogando”, pondera o crítico musical.

Segundo Brito,  ele não faz o tipo que gosta de todos os estilos musicais, mas é preciso conhecer de tudo um pouco. “Ouço muita música negra e também gosto de reggae e MPB.”, conta. Para quem tem interesse pela área, a dica do jornalista é investir em literatura e filosofia. “O acúmulo de conhecimento é o que faz a diferença”, finaliza H.