O hacker da política

O hacker da política

Política é ou não importante em um jornal? Sempre me questionei sobre isso. Não digo que duvidava da necessidade de uma editoria de política em um veículo, mas questionava a importância que era dada a cobertura de sessões na assembleia legislativa ou na câmara dos deputados, por exemplo.

“Política vende”, informou Jairo Costa Jr, editor de Política no Jornal Correio*, durante uma conversa com a 8ª turma do Correio de Futuro. Para além disso, ele me fez compreender que há a importância de se falar sobre política não apenas por vender uma edição de jornal, mas pela relevância disso à sociedade.

Foto: Eduardo Bittencourt

Foto: Eduardo Bittencourt

Entretanto, o que mais me chamou atenção na conversa com ele nesta segunda-feira (13) foi a quantidade de ferramentas que descobri que podem auxiliar no descobrimento de furos jornalísticos, principalmente na área da política. Jairo nos ensinou a encontrar dados e informações em sites oficiais do governo, como o da Alba (Assembleia Legislativa da Bahia), Secretaria da Fazenda, no site do Senado, do Tribunal Superior Eleitoral, entre tantos outros.

Como ele mesmo disse: “trabalhamos como um hacker”. Isso em busca da informação.

Não é fácil ser um jornalista, tanto político, como em qualquer outra editoria. Porém, aprendi com Jairo que “a editoria de política, junto com a de cidade, é a que mais ensina ao jornalista”.

E, apesar de confessar se sentir “esgotado” por ser o único responsável pela editoria de política local, Jairo confessa que gosta de “brincar” cruzando dados e buscando informações sobre os políticos, principalmente os baianos. Não sei bem se essa é a minha área e se eu gostaria de brincar disso, mas o jornalista não pode ser preguiçoso. E o próprio Jairo contou que as grandes reportagens premiadas surgem desse trabalho investigativo do jornalista-hacker.

Será que tenho sorte de um furo desses no futuro?