A tarde de quinta-feira se iniciou com uma certa dificuldade: a cidade de Salvador estava um caos por conta da chuva. Alguns Futuros chegaram atrasados, molhados e cansados de tanto trânsito. Mas nem toda a dificuldade de locomoção tirou a vontade de estar presente na tarde de hoje. Não teve chuva nem frio certo (hoje o ar-condicionado estava congelante) que impedisse nossa imersão.
A jornalista e colunista Telma Alvarenga, dedicou seu início de tarde para explicar como funciona as colunas do Jornal Correio*. Apesar de sua vasta experiência nesse tipo de editoria, a jornalista tem passagem em diversos veículos como a Veja Nacional, Veja Rio, Revista Pais e Filhos, Jornal do Brasil e, em diversas editorias, como política e comportamento. Na minha opinião é sempre bom quando um jornalista experiente conta como se iniciou sua carreira, fico sempre muito curiosa ouvindo tudo com atenção, imaginando como será comigo daqui há alguns anos.
Durante o bate-papo, ela tratou de desmitificar o conceito da coluna, explicando que nada tem de “futilidade”, e sim um trabalho que envolve muito variedades, cultura e cidade, que vai além de uma simples “fofoquinha”. Inclusive, Telma nos contou que quando chegou na Bahia, as colunas daqui eram exclusivamente sociais, e que esse já era um conceito um tanto ultrapassado. Digamos que ela conseguiu trazer um conceito novo, mudando a coisa toda.
O que achei mais interessante foi a dica que ela deu para quem está começando: “seja cara de pau”. Resumiu o início da profissão. Rá! Como construir uma agenda com fontes confiáveis, quando ninguém te conhece ainda? Se apresentando, na cara de pau mesmo, oras! Além disso, ela enfatizou que a checagem de informações nunca é demais. Todo jornalista, iniciante ou não, tem que vencer a preguiça, custe o que custar.
Telma finalizou contando “casos” para ilustrar sua ética profissional. Que do meu ponto de vista, é excelente. Ainda mais por ela ter tanta credibilidade e estar na posição que alcançou com tanto trabalho. Não pode, nem deve, se vender para dar “uma notinha” que seja, no jornal. Nada mais justo, não? Fica aí uma reflexão.