Em uma tarde atípica em Salvador (com chuva, relâmpagos e trovões) e uma sala com um ar-condicionado disputando com o Alaska, tivemos, nesta quarta-feira (08), palestra com Juan Torres (editor de cidade) sobre jornalismo de dados.
E que levante a mão o jornalista que nunca ficou aflito com a demora da fonte em responder. O que pra muitos colegas é quase um sonho, já virou realidade. Diferente do jornalismo tradicional, o jornalismo de dados depende apenas de números, ou seja, um banco de informações que pode ser acessado por qualquer pessoa -segundo a lei de acesso à informação .
Mas, nada cai do céu tão fácil assim. Para aqueles que optaram por jornalismo para se livrar da matemática, eu tenho uma triste notícia a dar, o jornalismo de dados não será um bom amigo. É preciso gostar de números e fazer bastante cálculo. “O jornalismo de dados também combina ciência da computação, design, estatística e ciências sociais”, completa Juan
A série Tempo Perdido, vencedora do prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo (na categoria Internet), é um exemplo clássico de como utilizar essa nova ferramenta. “O repórter tem que acompanhar o tempo em que está vivendo”, aconselha o editor.
Outro destaque do jornalismo de dados feito pelo jornal Correio* é a série 1.000 Vidas (finalista do prêmio Esso e indicada ao Data Journalism Awards, prêmio internacional especializado em jornalismo de dados, financiado pelo Google e organizado pelo Global Editors Network e European Journalism Centre). Quer entender mais sobre o jornalismo de dados? Clica aqui.