Digital ou de papel?

Digital ou de papel?

Olá, queridos leitores! Essa é a minha primeira postagem no blog pelo Correio de Futuro. E vou lhes contar agora um pouco do que ouvi e aprendi nesses primeiros dias de participação no programa.

Durante uma conversa com Linda Bezerra, editora de Produção do Correio*, realizada nesta segunda-feira (06), pudemos aprender um pouco mais sobre apuração e o processo de “pautar” um assunto. Com Linda aprendemos que o pauteiro tem que estar ligado ao que interessa aos leitores e aos assuntos relevantes e interessantes e que uma boa apuração pode fazer toda a diferença em uma matéria.

Linda Bezerra durante conversa com a oitava turma do Correio de Futuro (Foto: Eduardo Bittencourt)

Linda Bezerra durante conversa com a oitava turma do Correio de Futuro (Foto: Eduardo Bittencourt)

Linda nos apresentou também a uma rotina intensa do jornalismo impresso. A rotina na redação do Correio* começa com uma reunião com os chefes de reportagem para decidir o que pode ou não ser pauta nas mais diferentes editorias. O trabalho não cessa aí, entretanto. Enquanto quem está na redação tenta lidar com as novas possíveis pautas que vão surgindo no decorrer do dia, os repórteres combinas com os chefes de reportagem o enfoque da matéria e seguem para as ruas, para a tão importante apuração.

Uma nova reunião acontece no turno vespertino, dessa vez com os editores, onde os textos que já estão prontos são trabalhados e editados, a diagramação da edição do dia seguinte começa a ser pensada (principalmente nas editorias que trabalham com assuntos frios) e as fotos que entrarão no jornal começam a ser decididas, inclusive as reportagens de destaque e a capa. Todavia, isso tudo pode mudar no decorrer da manhã/tarde se um novo assunto de maior relevância se impuser ao que fora pensado inicialmente. Imagina se isso acontece às vésperas do fechamento de uma edição?

Wladmir Lima em bate-papo com a oitava turma do Correio de Futuro sobre jornalismo digital. (Foto: Leonardo Gusmão)

Wladmir Lima em bate-papo com a oitava turma do Correio de Futuro sobre jornalismo digital. (Foto: Leonardo Gusmão)

Entretanto, há um jornalismo diferente que nos foi apresentado por Wladmir Lima, editor do Correio24Horas, na última quinta-feira (02). No jornalismo digital, uma pauta não corre o risco de derrubar outra, pois lá tudo é instantâneo. É como coração de mãe: sempre tem lugar para mais uma pauta. É fato que o Correio24Horas dificilmente realiza pautas externas, principalmente por conta da equipe pequena, mas utilizam-se de rondas (com a Transalvador e a central de polícia, por exemplo) para adquirir informações sobre o que aconteceu na cidade (assaltos, incêndios, acidentes, etc.). O que não pode é ficar sem correr atrás da notícia!

E eles pautam de tudo: notícias do Brasil, mundo, esporte, entretenimento, Salvador… Ufa! Nesse momento, as agências de notícias são aliadas e fonte de informações, em especial para os fatos que acontecem fora da Bahia.

Enfim, duas formas de fazer jornalismo: uma mais instantânea, outra que trabalha principalmente com personagens, mas que no fim de tudo convergem em um aspecto – informar aos leitores sobre o que de interessante e/ou relevante têm acontecido na cidade, no país e no mundo. Digital ou impresso? Não importa. O que interessa mesmo é estar informado.