Estou infectada. Como já disse, nestes um mês e meio aprendemos muita coisa. E digo mais, estamos infectados pelo bicho do jornalismo! (engraçado, né?)
Deixem-me explicar: Desde que começamos nossa etapa de imersão aprendemos que qualquer boa história, bem contada, pode ser notícia; claro que esta precisa de um gancho e uma boa apuração. Parece que desde que senti na pele como é apurar as coisas, ir atrás da informação, estou mais atenta; com um olhar mais apurado. E isso não acontece só na redação. Acontece, principalmente, em momentos e situações do dia a dia. É na volta para a casa, em passeios com os amigos e/ou qualquer outra situação. Afinal, as coisas acontecem assim. Parece até ironia, mas as vezes parece que porque você não está na redação as coisas acontecem. E como uma boa “infectada”, não podemos deixar de ir atrás e descobrir o que realmente aconteceu.
Há umas duas ou três semanas Damiana, também “futura”, contou uma situação engraçada. Ela estava em um bar com uns amigos quando soube de um acidente que aconteceu ali perto. Ela foi para casa de pressa, pegou o crachá, colocou uma calça e foi ao local da ocorrência. Não me lembro muito bem o que aconteceu depois, mas pelo que ela disse, ali mesmo ela perguntou para as pessoas o que tinha acontecido e apurou. Quando ela contou o caso, eu me identifiquei. E outros “futuros” também.
Comigo o bicho já atacou cerca de três vezes. Uma vez, quando estava a caminho da faculdade, em que havia uma aglomeração na Hora da Criança, na Juracy Magalhães. Liguei para a redação do Correio*. Outra vez, durante a greve de policiais, que recebi áudios de Prisco na Radio Sociedade, dentre outra informações e passei por Whatapp para a redação do Correio24horas; bem como hoje, na volta de um dia cansativo de apuração, vi que o McDonalds da ACM e o Hiper Posto estavam sem energia. Mesmo cansada, com rinite atacando, fui lá e descobri algumas informações. Cheguei em casa e enviei tudo para a redação do online do Correio*, com fotos.
Realmente, o bichinho do jornalista nos mordeu. Será que estes são apenas os sintomas iniciais? Quais serão os próximos sintomas? Espero que os mesmos. Estamos mais atentos. Por mais que estejamos fazendo outras coisas, pessoais ou não; por mais que estejamos em situações diárias, o bichinho não vai nos deixar em paz. Vamos ter àquela força, que vem não sei de onde e que vai nos “puxar” e nos deixar curiosos para o acontecimento.
O mosquito nos infectou e as sequelas deixadas são, por definição, eternas.