No meu segundo dia na redação do Correio*, 25 de março, saí para acompanhar a multifacetada Gabriela Cruz, editora do caderno Bazar, numa pauta para o caderno Autos. Apesar de ser responsável por outro caderno, Gabi colabora no Autos quando necessário. Como ela mesma disse, “a gente trabalha no jornal, não nas editorias”. Fui proibida de falar sobre o que aconteceu nessa pauta até sábado, dia em que o caderno é publicado. Aguardem o post que publicarei no sábado explicando tudo.
Durante essa saída conheci pessoas muito interessantes, e que renderão posts individuais sobre cada uma deles. A primeira delas foi Ari Barbosa, diagramador, mas agora está trabalhando como modelo nas horas vagas, rsrs (Vocês entenderão melhor no post de sábado), depois Jair Guimarães, motorista da rede há quase 12 anos, seguido de Robson Neto, jornalista especializado em fotografia e Antônio Meira, editor do caderno Autos.
Decidi iniciar os relatos falando sobre Robson. Durante uma conversa ele falou sobre o amor pela profissão e como o trabalho flui quando se trabalha bem em equipe. De acordo com ele, “para se trabalhar com jornalismo, ele precisa ser a sua cachaça, precisa te dar tesão”. Neto falou ainda que para se obter um bom trabalho em equipe, e aqui ele quis dizer fotógrafo e repórter, é necessário respeito e humildade entre as partes.
A resenha terminou com histórias sobre trabalhos feitos. Robson contou que certo dia precisava fazer fotos de um jogo importante do Vitória no Barradão e o trânsito estava congestionado. Se fosse de carro, ele não conseguiria chegar a tempo, então decidiu pegar uma carona de moto com um torcedor do Vitória que estava a caminho do estádio.
Ele foi na garupa carregando um notebook na mochila, a câmera e algumas lentes numa bolsa na cintura, além de uma lente especial para fotografar a longas distâncias, essencial para conseguir capturar lances em jogos de futebol, nas mãos. Segundo o fotógrafo, eles tiveram de pegar atalhos por locais perigosos para conseguir chegar a tempo. “Coloquei minha vida em risco”, disse.
Porém, a correria valeu a pena! Quando chegou ao Barradão, Robson havia perdido um gol do Vitória, mas, para sua sorte, houve outro gol. Esse ele conseguiu fotografar. E a foto foi capa do jornal no dia seguinte.
O amor pela profissão, além de fazer o trabalho ficar prazeroso, pode lhe trazer benefícios. Já que um trabalho feito com vontade é muito mais bem-feito e isso fica evidente para quem está vendo de fora. E a partir daí você tem o reconhecimento.