Gostaria de iniciar este post agradecendo aos profissionais do Correio*, que disponibilizaram um pouco de seu tempo para conversar conosco, contar um pouco de suas trajetórias e compartilhar dicas muito úteis para o nosso crescimento profissional.
Resolvi escrever este post fazendo um apanhado das coisas que aprendi durante as duas semanas de palestras e achei relevante reavivar aqui, dentre as muitas que foram explanadas. Dividi o post em duas partes porque ficou muito grande, mas também para fazem um suspense, rsrs!!
Segue, então, a lista de preciosidades acrescidas de um breve comentário acerca das mesmas:
Uma boa fotografia pode pautar o jornal – Na palestra com Oscar Valporto, produtor executivo do Correio*, foi mencionada a importância da fotografia para o jornal. De acordo com Valporto, dependendo da qualidade da fotografia a matéria pode receber um espaço privilegiado, inclusive na capa Segundo Sérgio Cost, diretor de redação, devido a essa importância os fotógrafos têm alcançado certa independência em relação ao jornalista. Ou seja, eles não necessariamente precisam estar juntos durante a apuração, o fotógrafo tem mais liberdade para usar sua intuição e sensibilidade.
Márcio Costa, editor de fotografia, inclusive, disse que o fotógrafo pode perder tempo estando junto com o repórter. Quem escreve pode recuperar o fato ouvindo depoimentos, mas quem fotografa tem que estar lá quando ele ocorre.
As matérias devem seduzir o leitor – Segundo Linda Bezerra, coordenadora de produção do Correio* e especialista em pautas, o jornalista tem que se colocar no lugar de leitor e pensar o que seria interessante ler. Além disso, um texto que seja “gostoso” de ler, fluido, e com uma aparência estética (a importância das fotos e de uma diagramação moderna e criativa) também ajudam nessa sedução.
Usar ou não usar câmeras escondidas? – Linda falou um pouco sobre essa questão polêmica que na faculdade é vista sempre como uma prática, extremamente, condenável. De acordo com ela, quando uma informação é de interesse público e não há outra maneira de apurar, a não ser a utilização de câmeras escondidas, o jornalista deve tomar a sua decisão. Ela disse, inclusive, que em casos como corrupção e roubos, utilizaria sim o equipamento escondido. Eu faria o mesmo!
Curiosidade é a alma do negócio – Em sua palestra, enquanto falava sobre essa qualidade essencial do jornalista, a curiosidade, Linda citou um exemplo bastante interessante. Em uma cobertura sobre a desova de corpos no Centro Industrial de Aratu (CIA), o jornalista responsável pela apuração se deparou com um mau cheiro insuportável. Ele nem conseguia se aproximar dos cadáveres. Curioso, foi perguntar aos funcionários do Instituto Médico Legal (IML) como eles conseguiam suportar o fedor. Para sua surpresa, um deles disse que passavam o conhecidíssimo descongestionante nasal “vick” no nariz para camuflar o cheiro. O repórter pegou um pouco emprestado e, diferente dos jornalistas de outros veículos, pôde se aproximar dos corpos para colher maiores informações. A partir de agora o “vick” faz parte do meu material de trabalho jornalístico!